- Donald Trump chegou a Pequim para uma reunião de alto risco com Xi Jinping, acompanhado de executivos de tecnologia, após desembarcar com tapete vermelho.
- A agenda inclui tarifas, competição tecnológica, guerra no Irã e a relação com Taiwan; Trump pediu a Xi que “abri” a China para impulsionar inovações americanas.
- A recepção foi feita pelo vice-presidente chinês, Han Zheng, em um momento visto como sinal de respeito, com Trump cercado por CEOs como Elon Musk e Jensen Huang.
- O comércio bilateral caiu nos últimos anos, totalizando US$ 414,7 bilhões no ano anterior, com déficit dos EUA de cerca de US$ 200 bilhões; China deve tentar ampliar compras de agrícolas dos EUA e reduzir tarifas.
- No pano de fundo, as tensões sobre Taiwan e a guerra no Irã, com Pequim pressionada a usar sua influência para encerrar o conflito e manter o fornecimento de petróleo; senadores americanos pediram apoio firme a Taiwan.
Trump desembarcou em Pequim na noite de quarta-feira, 13 de maio, para uma visita de dois dias sob o tema de negociações com Xi Jinping. A reunião entre as lideranças acontece em um momento de tensões comerciais, geopolíticas e questões como Irã e Taiwan.
O presidente dos EUA chega acompanhado por Eric Trump e por um grupo de executivos de tecnologia, incluindo Elon Musk, Jensen Huang, Tim Cook, Larry Fink e Kelly Ortberg. A recepção no tapete vermelho pelo vice-presidente chinês, Han Zheng, sinaliza formalidade elevada para a ocasião.
O objetivo central da visita é discutir tarifas, competição tecnológica e cooperação em áreas estratégicas. Trump já sinalizou que sua primeira demanda a Xi seria pela abertura da China para impulsionar investimentos e inovação, conforme postagens anteriores nas redes sociais.
Irã e comércio
A pauta também envolve o conflito no Irã, com Pequim sob pressão para usar sua influência para reduzir as tensões e estabilizar preços do petróleo. A China depende de petróleo iraniano, e o desfecho do conflito pode impactar a economia global.
No aspecto comercial, espera-se que o encontro trate do déficit dos EUA com a China, que permanece alto após mudanças nas trocas de bens. Analistas destacam que Pequim pode buscar maior abertura para aquisição de tecnologia e redução de tarifas sobre produtos chineses.
Taiwan e IA
As relações com Taiwan devem emergir como tema sensível na agenda. O governo dos EUA manteve postura mista, com venda de armas a Taipei aprovada pelo Congresso e sinalizações de apoio não inequívoco a defesa da ilha.
Entre os participantes da viagem, responsáveis por decisões estratégicas de empresas de tecnologia devem influenciar o tom das discussões comerciais e de tecnologia, inclusive em áreas de semicondutores e IA.
Agenda e desdobramentos
O programa prevê cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo, banquete de Estado e encontros bilaterais no Jardim Zhongnanhai. A expectativa é de declarações que reflitam uma relação bilateral robusta, com avanços moderados em áreas de interesse comum.
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