- A União Europeia informou na terça-feira, 12, que suspenderá as compras de produtos de origem animal e de animais vivos do Brasil, por entender que o país não atende às exigências sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.
- A medida, validada pelos Estados-membros, define quais países poderão continuar exportando para a UE a partir de 3 de setembro de 2026.
- Enquanto o Brasil fica de fora, Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem autorizados a enviar carnes de bovinos, ovinos e aves.
- O ex-embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, diz que a decisão atende a interesses específicos dos produtores de carne europeus e é de curto prazo.
- Shannon afirma que, no cenário atual, esse tipo de restrição pode minar uma visão estratégica mais ampla, especialmente diante da intensificação da competição entre Estados Unidos e China e da relevância do papel do Brasil.
A União Europeia vetará, a partir de 3 de setembro de 2026, a entrada de carne brasileira e animais vivos por suspeita de uso de antimicrobianos no setor pecuário. A decisão, definida sob o Regulamento 2019/6, foi anunciada pela UE e valida pelos Estados-membros.
Brasileiro corre o risco de perder acesso ao mercado europeu por não apresentar garantias de não utilização desses fármacos para promoção de crescimento ou ganho de peso. Enquanto isso, Argentina, Paraguai e Uruguai mantêm autorizações para exportar carnes de bovinos, ovinos e aves.
Thomas Shannon, ex-embaixador dos EUA no Brasil, criticou a medida durante o Summit Valor Econômico Brazil-USA. Ele afirmou que a UE responde a interesses específicos de produtores europeus e que a restrição pode ser temporária, mas prejudica uma visão estratégica mais ampla.
Segundo Shannon, a restrição contraria uma lógica de cooperação comercial entre parceiros e pode afetar a posição do Brasil na dinâmica geopolítica atual, especialmente diante do acirramento da competição entre Estados Unidos e China. O ex-diplomata ressaltou o papel estratégico do Brasil no cenário regional.
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