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Vaticano ameaça excomunhão de grupo católico ultraconservador

Vaticano ameaça excomungar a Fraternidade São Pio X se ordenar bispos sem autorização do papa Leão XIV; é a primeira vez sob o pontífice atual

Papa Leão 14 no Vaticano 11 de abril de 2026 REUTERS/Remo Casilli
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  • O Vaticano ameaçou excomungar, nesta quarta-feira, 13, um grupo católico dissidente ligado à defesa da missa em latim caso ordenem novos bispos sem aprovação do papa Leão XIV.
  • É a primeira vez que o novo pontífice emite uma ameaça com a punição mais severa da Igreja Católica.
  • O escritório doutrinário afirmou que a ordenação sem consentimento papal configuraria cisma, ou seja, uma ruptura formal com o papa.
  • A Fraternidade São Pio X, que diz ter 733 padres, planeja ordenar novos bispos em julho, mesmo sem autorização vaticana, alegando necessidade de ampliar sua liderança.
  • A Igreja sustenta que apenas o papa pode autorizar a consagração de novos bispos; a ex comunhão é automática tanto para o bispo quanto para os ordenados. Fonte: Associated Press.

O Vaticano ameaçou excomunhão nesta quarta-feira, 13 de abril de 2026, a um grupo católico dissidente ligado à defesa da missa em latim, caso insista em ordenar novos bispos sem a autorização do papa Leão XIV. A decisão envolve a Fraternidade São Pio X, sediada na Suíça.

Segundo o escritório doutrinário da Santa Sé, qualquer consagração episcopal sem consentimento papal configuraria cesura formal com o pontífice, isto é, um cisma. A ameaça foi comunicada após a organização anunciar planos de ordenar bispos neste mês, sem aprovação do Vaticano.

A Fraternidade São Pio X é conhecida por rejeitar mudanças promovidas pelo Concílio Vaticano II, especialmente a celebração da missa em línguas locais. O grupo afirma ter cerca de 733 padres em todo o mundo e mantém relações tensas com o Vaticano há décadas.

Contexto histórico

O fundador do grupo, o arcebispo Marcel Lefebvre, foi excomungado em 1988 por ordenação de bispos sem autorização, situação que persiste segundo o Vaticano. Bento XVI tentou retomar o diálogo e revogou excomunhões, mas o tema voltou a entrar no radar público com o anúncio de novas ordenações.

O Vaticano mantém que apenas o papa pode autorizar a consagração de novos bispos, para manter a linha de continuidade com os apóstolos. A consagração sem consentimento papal acarreta excomunhão automática para o bispo e para os ordenados, segundo o decreto da Igreja.

Implicações

Caso as ordenações ocorram sem aprovação papal, a liturgia e a relação entre a Igreja universal e o grupo poderão sofrer novos desdobramentos diplomáticos e religiosos. Observadores dizem que a posição vaticana busca evitar rupturas formais que resultem em divisões amplas na Igreja.

A Santa Sé não forneceu detalhes sobre a data exata ou o número de bispos que poderiam ser consagrados, limitando-se a reiterar a gravidade de desobedecer às regras canônicas. A assessoria do Vaticano afirmou que a excomunhão é automática nas situações descritas.

Com informações da Associated Press.

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