- Em Pequim, Xi Jinping afirmou que a relação China–Estados Unidos é decisiva numa encruzilhada global e que os dois podem ser parceiros, não rivais.
- Trump elogiou Xi e disse que o encontro aponta para um futuro promissor na relação entre os dois países.
- O encontro ocorreu em 14 de maio de 2026, sendo a segunda reunião presencial em menos de um ano, após acordos de 2025 para pausar a guerra comercial.
- Estão em pauta Irã, Taiwan e questões de defesa; a China é parceira do Irã e os EUA desejam que Pequim pese mais nas negociações, enquanto Taiwan envolve armas e presença militar.
- Também devem tratar de IA e comércio, com expectativa de criar fóruns para facilitar investimentos e a prorrogação do acordo que suspendeu a guerra tarifária.
O presidente da China, Xi Jinping, afirmou nesta quinta-feira, 14, em Pequim, que a relação entre China e Estados Unidos será decisiva num momento de incerteza global. Ele ressaltou que ambos os países devem caminhar juntos em direção a um futuro estável, fortalecendo cooperação em vez de rivalidade.
Trump, que esteve presente, elogiou Xi e disse que vê um futuro promissor na relação bilateral. O americano classificou o encontro como uma honra e afirmou que a parceria entre os dois países pode levar a uma relação melhor do que nunca. Também destacou a recepção chinesa, incluindo a participação de crianças nas cerimônias.
O encontro marca a segunda reunião presencial de Trump e Xi em menos de um ano, sendo a anterior ocorrida em outubro de 2025, quando acordos foram anunciados e houve uma pausa na guerra comercial entre as duas potências.
O encontro e o tom
O encontro aconteceu em Pequim e ocorreu num momento de tensões geopolíticas globais, com foco em cooperação para estabilidade internacional. Xi afirmou que transformações em curso no cenário mundial indicam uma encruzilhada e que interesses comuns dos dois países podem beneficiar o mundo.
Temas econômicos, tecnológicos e militares
Entre os assuntos em pauta, estão questões de inteligência artificial, tarifas e comércio. Assessores da administração Trump destacam a necessidade de canais de diálogo para reduzir riscos de conflitos tecnológicos.
Outra frente envolve a continuidade do acordo de trégua tarifária assinado entre as partes em 2025, com possíveis fóruns para facilitar comércio e investimentos e a renovação de tratados que encerraram a guerra comercial. A relação com Taiwan também é tema sensível entre Beijing e Washington, envolvendo questões de autonomia e venda de armas.
Perspectivas regionais
No âmbito regional, o Irã permanece como ponto relevante, com a China atuando como parceira do país e os EUA pressionando Pequim a influenciar negociações para evitar o avanço nuclear. A Rússia e a Ucrânia também entram na pauta de contatos entre as lideranças.
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