- A captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro, agravou a crise energética de Cuba, que voltou a registrar apagões.
- Cuba era dependente do petróleo venezuelano há décadas; sem esse apoio, as usinas termelétricas ficaram sem combustível essencial para a geração de energia.
- Com a interrupção do envio de combustível a Havana, Washington também endureceu restrições e ameaçou tarifas para países que negociassem com a ilha.
- A rede elétrica cubana, já fragilizada, passou a registrar interrupções frequentes que afetam mais de 10 milhões de pessoas; houve protestos em Havana.
- Em relação a soluções, Lula afirmou que Trump não pensa em invadir Cuba e que o Brasil se colocou à disposição para facilitar um diálogo, em meio a relatos de negociação para encerrar o embargo.
A crise energética de Cuba se agravou após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em janeiro deste ano, conforme relatório de agências internacionais. A ilha enfrentou novos apagões nesta quinta-feira, com o governo alegando esgotamento das reservas de combustível por causa do bloqueio americano. A situação gerou protestos em Havana.
Dependência histórica de petróleo venezuelano, Cuba viu o abastecimento de usinas termelétricas reduzir drasticamente após a interrupção do apoio de Caracas. Sem combustível suficiente, a geração de energia diminuiu, ampliando a vulnerabilidade da rede elétrica e o impacto na população.
A captura de Maduro coincidiu com o endurecimento de sanções dos EUA, incluindo restrições adicionais e abertura para tarifas a países que negociassem combustível com Cuba. A medida ampliou a pressão sobre a ilha, já fragilizada pela infraestrutura antiga.
Protestos e mobilização
Segundo a agência Reuters, centenas de cubanos foram às ruas na quarta-feira, em bairros periféricos de Havana, bloqueando vias com fogo de lixo, batendo panelas e clamando por luz. As manifestações refletiram o descontentamento com a crise energética.
Reações internacionais e diálogos
Após encontros com o ex-presidente americano Donald Trump, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva disse que os EUA não planejam invadir Cuba e que o Brasil se dispôs a facilitar diálogo entre as duas nações. A fala ocorreu dias após novas ameaças de Trump.
Trump voltou a mencionar a possibilidade de intervenção durante eventos na Flórida, reforçando o tom de pressão sobre Cuba. Em 12 de maio, Trump apontou que Cuba estaria buscando ajuda e sinalizou abertura para conversas com Washington, mantendo a pressão sobre o embargo.
Contexto regional
A situação cubana é entendida no contexto de relações entre Havana e Caracas, que há décadas fornecem petróleo subsidiado. Com o recuo de Caracas, Cuba encontra-se diante de uma combinação de restrições externas e infraestrutura limitada, agravando o cenário de crise.
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