- O governo avalia a suspensão do imposto federal sobre combustíveis, o que poderia reduzir em 18 centavos de dólar o preço do galão, com necessidade de aprovação do Congresso.
- O preço médio da gasolina nos Estados Unidos está acima de US$ 4,50 o galão, e há expectativa de chegar a US$ 5 em média em alguns mercados, com sete estados já nesse patamar.
- A alta dos combustíveis vem em meio à guerra com o Irã, que elevou os preços e reduziu estoques, gerando alerta sobre possível escassez neste verão.
- Pesquisas mostram deterioração da confiança: mais de seis em cada dez americanos dizem que as finanças foram afetadas, e a aprovação de Trump na economia está em 30%.
- A Casa Branca busca apresentar um alívio visível rapidamente, antes do Memorial Day, com planos já discutidos pela equipe de energia e citados pela porta-voz Taylor Rogers.
A Casa Branca busca caminhos para reduzir o impacto da alta dos combustíveis em meio à pressão pré-eleitoral. Três membros próximos do governo disseram à Reuters que há foco em medidas para conter o aumento de preços, sem esperar uma resolução rápida da guerra com o Irã.
O tema ganhou urgência após Trump apoiar a suspensão do imposto federal sobre combustíveis. A medida reduziria o preço do galão em cerca de 0,18 dólar, com o preço médio acima de 4,50 dólares. Assessores destacam a necessidade de um alívio visível aos consumidores.
Dentro da administração, há estudo de dados de mercado para entender se o preço médio nacional pode chegar a 5 dólares por galão. Dados da AAA apontam que sete estados já ultrapassaram esse patamar, enquanto o consumo continua pressionando estoques.
Perspectiva econômica e apoio político
As preocupações aumentam diante de exportações de petróleo e combustíveis dos EUA alcançando recordes, o que reduz os estoques domésticos num período em que costumam crescer. Wall Street teme escassez que eleve ainda mais gasolina, diesel e combustível de aviação neste verão.
Conquistas no aumento da produção interna são citadas pela Casa Branca como parte da estratégia de garantir energia confiável para aliados, apesar do custo elevado para o consumidor. A porta-voz Taylor Rogers afirmou que a prioridade é manter abastecimento estável e a segurança energética.
A guerra com o Irã leva o governo a enfrentar custos políticos significativos. Dados de abril indicam que o índice de aprovação da economia entre os cidadãos está em baixa, com boa parte da população relatando impactos nas finanças domésticas pela alta de combustíveis.
Cenário eleitoral e ações em andamento
O governo monitora queixas sobre o custo de vida e avalia impactos em setores diversos, como companhias aéreas, que tiveram despesas com combustível 56% maiores entre março e fevereiro. A Spirit Airlines encerrou operações no começo de maio, em meio a margens pressionadas.
As discussões sobre a suspensão do imposto sobre combustíveis são vistas por alguns republicanos como uma forma de enfrentar a vulnerabilidade econômica. A decisão depende de apoio no Congresso e de avaliação de impactos ao déficit.
O governo também anunciou medidas de mitigação para dispor de energia com maior disponibilidade. Na última semana, o Departamento de Energia informou empréstimo de 53,3 milhões de barris da reserva estratégica para reduzir a nervosidade nos mercados.
Contexto público e próximos passos
Pesquisas de opinião indicam que a percepção sobre a validade da guerra com o Irã varia entre os cidadãos, com parcela significativa contrária ao custo da crise. Analistas lembram que o relógio para ações políticas ainda corre antes de eventos de verão.
Especialistas republicanos enfatizam a necessidade de resolver o conflito para aliviar a pressão sobre preços, apontando que a janela de oportunidade é estreita antes de eventos de viagem e eleições. O governo continua avaliando opções para reduzir o impacto no bolso do consumidor.
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