- Delegação dos Estados Unidos, liderada pela diretora da CIA, John Ratcliffe, reuniu-se com representantes do regime cubano em Havana para discutir cooperação entre os países.
- O encontro ocorreu em meio a tensões geradas pelo embargo dos EUA, que tem causado apagões de até vinte horas diárias na ilha e afetado serviços básicos.
- O regime cubano afirmou que a reunião mostrou interesse mútuo em ampliar a cooperação entre órgãos de aplicação da lei e em áreas de segurança nacional, regional e internacional.
- Cuba disse estar aberta a analisar uma proposta de ajuda dos EUA no valor de 100 milhões de dólares, destacando que utilizaria a assistência de forma construtiva e útil.
- O governo cubano reforçou que não há bases militares ou instalações de inteligência estrangeiras em território cubano e pediu levantamento ou flexibilização do bloqueio para acelerar o alívio da crise humanitária.
O chefe da CIA, John Ratcliffe, liderou uma delegação dos Estados Unidos que se reuniu nesta quinta-feira em Havana com representantes do regime cubano. O encontro ocorreu em meio a tensões entre os dois países, agravadas por um bloqueio americano ao combustível que prolonga apagões na ilha. A assessoria de Cuba informou que a reunião visou ampliar o diálogo político e a cooperação entre as estruturas de segurança.
Os cubanos afirmam que o encontro, realizado no Ministério do Interior, evidencia interesse mútuo em ampliar a cooperação entre órgãos de aplicação da lei, com foco na segurança nacional, regional e internacional. Em nota, o regime ressaltou que expôs argumentos para demonstrar que Cuba não representa ameaça à segurança dos EUA e que não há justificativa para manter o país em listas de patrocinadores do terrorismo.
Cuba descreveu a posição histórica de condenação ao terrorismo, afirmando não abrigar nem apoiar grupos extremistas, além de negar a presença de bases militares ou instalações de inteligência estrangeiras no território. A nota destacou que o diálogo apontou para um possível incremento na cooperação entre as duas nações.
Mais cedo, Havana sinalizou abertura para analisar uma proposta de ajuda de 100 milhões de dólares dos EUA. O regime mencionou que a experiência em receber assistência internacional é ampla e construtiva, desde que haja transparência e condições compatíveis com práticas internacionais de ajuda humanitária.
Quanto ao contexto, o regime cubano reiterou prioridades de combustíveis, alimentos e medicamentos, afirmando que a crise humanitária poderia ser aliviada com o levantamento ou flexibilização do bloqueio. A notícia também aponta que o ambiente político permanece tenso, com eventos de protesto recentes em Havana e pressão internacional sobre a gestão do governo.
Donald Trump, segundo relatos, indicou interesse em manter dialogue entre as partes, ainda que as negociações tenham passado por fases de estagnação diante das restrições ao combustível. O regime cubano afirmou que está atento aos desdobramentos e se prepara para diferentes cenários, sem detalhar ações futuras.
A reunião ocorrer em um momento de crise energética que afeta serviços públicos e atividades cotidianas na ilha, incluindo interrupções de energia, fechamento de hotéis e cancelamentos de voos. O governo cubano descreve o diálogo como um passo para reduzir tensões sem abandonar o foco em suas necessidades básicas.
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