- O diretor da Agência Central de Inteligência dos EUA, John Ratcliffe, entregou a Havana a mensagem de Donald Trump de que os EUA só se envolveriam seriamente em questões econômicas e de segurança se Cuba fizer mudanças fundamentais.
- A visita de Ratcliffe é a primeira a um diretor da CIA a Cuba desde a revolução de 1953, destacando um momento inédito de diálogo entre os dois países.
- A autoridade da CIA afirmou que não detalhou as mudanças exigidas por Trump.
- O contexto inclui tensões crescentes, com Cuba enfrentando cortes de combustível sob sanções norte‑americanas e protestos em Havana, além de quedas de energia.
- Em encontro com autoridades cubanas, Ratcliffe discutiu cooperação de segurança, estabilidade econômica e a ideia de que Cuba não pode mais servir como porto seguro para adversários no Hemisfério Ocidental; entre os presentes estavam o ministro do Interior e o chefe dos serviços de inteligência.
O diretor da CIA, John Ratcliffe, entregou a uma autoridade cubana em Havana uma mensagem de Donald Trump. A reunião ocorreu nesta quinta-feira e sinalizou que os EUA só aceitariam avanços econômicos e de segurança com Cuba mediante mudanças estruturais.
A visita de Ratcliffe é a primeira de um chefe da CIA a Cuba desde a revolução de 1953, destacando um raro contato de alto nível entre os dois países diante de tensões recentes. A autoridade da CIA não detalhou as mudanças exigidas por Washington.
As autoridades cubanas informaram que o governo não representa ameaça à segurança dos EUA. Em Havana, Ratcliffe reuniu-se com integrantes do Ministério do Interior para tratar de cooperação entre serviços de segurança e de segurança regional.
Participantes e temas das conversas
Segundo a comunicação oficial de Cuba, o encontro incluiu Raúl Rodríguez Castro, ministro do Interior, Lázaro Álvarez Casas, chefe do serviço de inteligência, e outros representantes. O objetivo foi discutir cooperação de inteligência, estabilidade econômica e segurança, mantendo como foco impedir que Cuba sirva de porto seguro para adversários no Hemisfério.
A fonte da CIA afirmou que Ratcliffe transmitiu a mensagem de Trump de que os EUA estão dispostos a avançar, mas apenas se houver mudanças fundamentais em Cuba. Também houve menção a possíveis desdobramentos regionais e à necessidade de cooperação entre as partes.
A tensão foi acentuada por medidas dos EUA que restringem combustível à ilha, provocando apagões e impactos econômicos. Protestos em Havana surgiram após quedas de energia, sinalizando dificuldades de abastecimento para a população.
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