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Chefe da CIA visita Cuba em meio a pedidos de Trump por mudanças nas negociações

Diretor da CIA visita Havana em meio à pressão de Trump por mudanças em Cuba; encontro foca cooperação em segurança e economia, sem detalhes específicos

Avião do governo dos EUA é visto no Aeroporto Internacional de Havana 14 de maio de 2026 REUTERS/Norlys Perez
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  • O diretor da Agência Central de Inteligência dos EUA, John Ratcliffe, entregou a Havana a mensagem de Donald Trump de que os EUA só se envolveriam seriamente em questões econômicas e de segurança se Cuba fizer mudanças fundamentais.
  • A visita de Ratcliffe é a primeira a um diretor da CIA a Cuba desde a revolução de 1953, destacando um momento inédito de diálogo entre os dois países.
  • A autoridade da CIA afirmou que não detalhou as mudanças exigidas por Trump.
  • O contexto inclui tensões crescentes, com Cuba enfrentando cortes de combustível sob sanções norte‑americanas e protestos em Havana, além de quedas de energia.
  • Em encontro com autoridades cubanas, Ratcliffe discutiu cooperação de segurança, estabilidade econômica e a ideia de que Cuba não pode mais servir como porto seguro para adversários no Hemisfério Ocidental; entre os presentes estavam o ministro do Interior e o chefe dos serviços de inteligência.

O diretor da CIA, John Ratcliffe, entregou a uma autoridade cubana em Havana uma mensagem de Donald Trump. A reunião ocorreu nesta quinta-feira e sinalizou que os EUA só aceitariam avanços econômicos e de segurança com Cuba mediante mudanças estruturais.

A visita de Ratcliffe é a primeira de um chefe da CIA a Cuba desde a revolução de 1953, destacando um raro contato de alto nível entre os dois países diante de tensões recentes. A autoridade da CIA não detalhou as mudanças exigidas por Washington.

As autoridades cubanas informaram que o governo não representa ameaça à segurança dos EUA. Em Havana, Ratcliffe reuniu-se com integrantes do Ministério do Interior para tratar de cooperação entre serviços de segurança e de segurança regional.

Participantes e temas das conversas

Segundo a comunicação oficial de Cuba, o encontro incluiu Raúl Rodríguez Castro, ministro do Interior, Lázaro Álvarez Casas, chefe do serviço de inteligência, e outros representantes. O objetivo foi discutir cooperação de inteligência, estabilidade econômica e segurança, mantendo como foco impedir que Cuba sirva de porto seguro para adversários no Hemisfério.

A fonte da CIA afirmou que Ratcliffe transmitiu a mensagem de Trump de que os EUA estão dispostos a avançar, mas apenas se houver mudanças fundamentais em Cuba. Também houve menção a possíveis desdobramentos regionais e à necessidade de cooperação entre as partes.

A tensão foi acentuada por medidas dos EUA que restringem combustível à ilha, provocando apagões e impactos econômicos. Protestos em Havana surgiram após quedas de energia, sinalizando dificuldades de abastecimento para a população.

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