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China busca mais petróleo americano para reduzir dependência do Oriente Médio

China quer aumentar compras de petróleo dos EUA para reduzir dependência do Golfo; Xi se opõe a pedágios no Estreito de Hormuz e defende rota aberta

Justin Hamel/Bloomberg
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  • Um funcionário da Casa Branca afirmou que Xi Jinping é contra cobrar pedágio pela navegação no Estreito de Hormuz e quer comprar mais petróleo dos EUA para reduzir a dependência dessa rota, durante encontro com o presidente Donald Trump em Pequim, na quinta-feira.
  • O comunicado oficial chinês sobre o encontro não mencionou energia na lista de temas, embora tenha informado que discutiram o Oriente Médio.
  • A China é o maior importador mundial de petróleo bruto e gás natural, enquanto os EUA são o maior produtor; entretanto, os embarques entre ambos foram quase interrompidos no ano passado devido a tarifas chinesas.
  • A oferta global de petróleo e gás recebeu pressão, após o Irã fechar quase totalmente o Estreito de Hormuz em resposta a ataques, e ameaçar cobrar taxas de navios, o que poderia interromper cerca de um quinto das exportações globais de petróleo e GNL.
  • Segundo a fonte, Xi e Trump concordaram que o estreito precisa permanecer aberto para garantir o livre fluxo de energia; o superpetroleiro chinês Yuan Hua Hu aparentou atravessar o bloqueio em segurança na quinta.

Um funcionário da Casa Branca afirmou que o presidente chinês, Xi Jinping, é contrário a qualquer cobrança de pedágio pela navegação no Estreito de Hormuz e manifestou interesse em ampliar a compra de petróleo dos EUA para reduzir a dependência dessa rota no futuro. A declaração ocorreu durante encontro com o presidente americano Donald Trump em Pequim, na quinta-feira.

Segundo o funcionário, Xi sinalizou que não apoia cobranças para passagem de navios no Estreito. O comunicado oficial chinês sobre o encontro não listou energia entre os temas, mas informou que os chefes de Estado trataram de questões do Oriente Médio.

A notícia ocorre em meio a pressões sobre o suprimento global de petróleo causada por tensões na região. O Irã, após ataques aéreos, houve interrupção de parte das rotas de exportação, o que elevou preços e reacendou o debate sobre rotas seguras de energia.

Contexto diplomático e energético

O trecho de Hormuz é visto como estratégico para o abastecimento global. Os EUA mantêm bloqueios para impedir a passagem de navios pelo Golfo Pérsico, enquanto a China é o principal importador global de petróleo e gás, e os EUA, o maior produtor mundial. Em 2025, o comércio entre as duas potências foi impactado por tarifas.

Segundo a autoridade americana, Xi e Trump concordaram que o estreito precisa permanecer aberto para assegurar o livre fluxo de energia. A menção de energia no encontro chinês, porém, não foi destacada no comunicado oficial de Pequim. Autoridades de ambas as partes afirmam buscar estabilidade nas rotas energéticas.

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