- 97% da população sabe dos riscos da radiação ultravioleta, mas apenas 28% usa protetor solar todo dia; no país, são registrados mais de 20 mil casos de tumores de pele por ano.
- Pesquisa com mais de 50 mil entrevistados, com apoio de entidades dermatológicas e de saúde, mostra contradição entre conhecimento e prática de proteção; 72% limitam o uso do protetor a férias, 42% reaplicam a cada duas horas e 39% dizem reutilizar produtos do ano anterior.
- Bronzear-se não é saúde: dermatologistas alertam que o bronzeamento causa dano cutâneo; protetor solar é indispensável, mas não oferece proteção total, devendo ser aliado a medidas físicas como buscar sombra e usar chapéu e óculos. Cabines de bronzeamento são associadas a maior risco de melanoma, principalmente em jovens.
- Em Espanha, cerca de 22 mil casos de câncer de pele são registrados por ano; 15 mil não melanomas e 7 mil melanomas, cuja incidência tem aumentado, estimando-se 15 casos por 100 mil habitantes.
- Deteção precoce é crucial: autoexame da pele e acompanhamento médico; método ABCDE ajuda a identificar alterações suspeitas em lesões. Campanha Objetivo Cero Melanoma, com Rafa Nadal, busca incentivar a vigilância e a autoconfiança de pele, além de avanços no tratamento baseados em imunoterapia.
O bronzeado saudável não existe: o sol está ligado a 90% dos cânceres de pele. Segundo o Observatório Heliocare by Cantabria Labs 2026, 97% sabem dos riscos, mas apenas 28% usam protetor diariamente. No país, mais de 20 mil casos de tumores de pele são registrados por ano.
A pesquisa ouviu mais de 50 mil pessoas e tem apoio de entidades dermatológicas. Mesmo com o conhecimento, a maioria evita usar o protetor de forma constante. 72% limita o uso a férias ou atividades ao ar livre, e 39% admite reutilizar produto de anos anteriores.
Riscos do bronzeado
A ideia de que o bronzeado é símbolo de beleza e saúde persiste, mas especialistas lembram que é dano cutâneo. O protetor solar é indispensável, mas não fornece escudo total. A fotoproteção deve combinar com medidas físicas, como sombra e roupas protetoras.
Dermatologistas recomendam evitar cabines de bronzeamento, principalmente em jovens. Também ressaltam a necessidade de adaptar a proteção ao risco individual, com atenção a pele clara, histórico de câncer de pele e exposição solar elevada.
Detecção precoce e proteção
O SPF mede a proteção contra UVB, causador de queimaduras. A eficácia depende da reaplicação e da continuidade do uso, inclusive em dias nublados, quando a radiação pode atravessar nuvens.
Especialistas destacam a importância da autoexploração da pele. Mudanças devem levar a uma avaliação médica. O método ABCDE auxilia na identificação de sinais de alerta em manchas e lesões.
Campanhas e ações recentes
Cantabria Labs lança a edição da campanha Objetivo Cero Melanoma, com Rafa Nadal entre os embaixadores. O roteiro contempla etapas em Madrid, Málaga, Santander e Mallorca, com foco na conscientização sobre detecção precoce e prevenção.
Em termos de diagnóstico, o melanoma é menos frequente que os tumores não melanoma, mas apresenta maior agressividade e requer vigilância. O prognóstico melhora com detecção precoce, com altas taxas de sobrevivência quando identificadas a tempo.
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