- China renovou licenças de importação para centenas de frigoríficos dos Estados Unidos, com validade de cerca de cinco anos.
- A renovação ocorre durante reunião entre Trump e Xi Jinping em Pequim, sinal de busca por estabilizar relações comerciais e geopolíticas.
- A medida pode abrir espaço para a retomada do comércio agrícola entre os dois países, incluindo compras de milho e soja.
- Brasil, Austrália e Argentina podem sentir o impacto, já que o Brasil está próximo de atingir a cota anual de importação de carne bovina.
- As renovações seguem após queda nas exportações dos EUA para a China em 2024-2025 e recuo de preços de carnes de órgãos.
A China renovou as licenças de importação para centenas de frigoríficos de carne bovina dos Estados Unidos, em meio a negociações entre Trump e Xi Jinping em Pequim. As licenças, renovadas na quinta-feira, costumam vigorar por cinco anos.
Os dados são de fontes familiarizadas com o assunto, que falam à Bloomberg News sob condição de anonimato. O Escritório de Alfândega da China não comentou o assunto imediatamente.
Em 2023 e 2024, Pequim deixou caducar autorizações de importação de frigoríficos dos EUA após frear tarifas e reduzir compras, agravando a queda de embarques norte-americanos para a China.
Renovações e contexto
As renovações ocorrem enquanto líderes dos dois países buscam estabilizar relações comerciais e geopolíticas, com expectativa de avanços em outras compras agrícolas, como milho e soja, pela China.
Dados do USDA indicam queda de 67% nas exportações de carne bovina dos EUA para a China entre 2024 e 2025, ajudando a pressionar preços e margens dos frigoríficos.
A renovação também pode sinalizar espaço para retomada de volumes do maior importador mundial de carne bovina, após meses de redução pelo lado chinês.
Impacto para Brasil e demais exportadores
Com as cotas de carne bovina, o Brasil está próximo de atingir sua cota anual, o que afeta o fluxo de exportação e o posicionamento no mercado chinês. Austrália e Argentina também são grandes players impactados.
Enquanto isso, abastecimentos dos EUA podem ganhar participação adicional no mercado chinês, desde que as licenças permaneçam válidas e as compras voltem a acontecer de forma estável.
Os dados indicam que a China continua a representar um canal relevante para carnes de órgãos dos EUA, setor que sofreu com menor demanda, pressionando preços médios em 2025, segundo o Meat Institute.
Esta notícia é com base em informações da Bloomberg e fontes próximas ao tema. O conteúdo não cita nenhum posicionamento oficial adicional.
Entre na conversa da comunidade