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Cuba culpa EUA por crise energética com apagões e protestos

Cuba enfrenta apagão após reservas de combustível se esgotarem, gerando protestos e críticas a Washington; ajuda humanitária pode ser mediada pela Igreja

Protestos em Cuba em 2021
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  • Cuba enfrenta apagão severo: reservas de combustível se esgotaram e sete províncias ficaram sem energia, incluindo Havana, com quedas diárias que superam dezenove horas.
  • A usina termelétrica Antonio Guiteras ficou fora de serviço, elevando o déficit de energia que já alcançava mais de sessenta por cento do território.
  • Moradores de Havana protestaram com panelas em bairros como San Miguel del Padrón e Playa, demandando soluções rápidas para a falta de luz.
  • O governo cubano atribui a crise ao bloqueio dos Estados Unidos e a pressões internacionais; Washington diz que o problema é de gestão interna na ilha.
  • Busca por ajuda externa ganha força: os Estados Unidos ofereceram cem milhões de dólares via intermediação da Igreja Católica, e o governo cubano disse estar aberto a conversar sobre a proposta.

En Cuba, a noite de quinta-feira foi marcada por um colapso no sistema elétrico e pelo esgotamento das reservas de combustível, que deixou o leste inteiro no escuro e provocou protestos em várias regiões. O governo atribui a crise ao bloqueio econômico e à pressão internacional que dificultam a chegada de insumos para geração de energia.

Dados oficiais indicam que a demanda não é atendida pela rede elétrica. O ministro da Energia e Minas afirmou que a falta de recursos financeiros impediu a reposição de estoques para as usinas. Ao todo, sete províncias ficaram sem energia de forma contínua, e a principal termoelétrica ficou fora de operação.

Em Havana, moradores relatam cortes que chegam a quase um dia inteiro em alguns bairros, enquanto zonas mais remotas sofrem há dias com ausência de serviços básicos. Panelas ecoaram nas ruas da capital, com moradores pedindo solução imediata para a falta de luz.

A crise ocorre em meio a atritos diplomáticos com os Estados Unidos, que vigiam de perto a situação energética da ilha. O governo cubano aponta o embargo como fator central, enquanto Washington afirma que irresponsabilidade administrativa agrava o problema. Em abril, apenas uma remessa de petróleo russo foi registrada.

Também surge a possibilidade de auxílio externo. O governo dos EUA ofereceu 100 milhões de dólares condicionados à distribuição por meio da Igreja Católica, não diretamente pelo Estado cubano. O chanceler cubano indicou abertura para discutir como a ajuda poderia ser materializada.

Contexto e desdobramentos

  • A central Antonio Guiteras, a maior do país, ficou fora do sistema, agravando o déficit que já atingia grande parte do território.
  • Havana sofre com quedas de energia superiores a 19 horas diárias, afetando serviços públicos e atividades domésticas.
  • Prolongados apagões impactam cidades como Guantánamo e Ciego de Ávila, com interrupções que se estendem por dias.

Reação internacional

  • O governo cubano mantém o discurso de bloqueio como explicação principal para a crise.
  • A relação com os EUA continua tensa, com cobranças de responsabilidade e propostas de cooperação condicionais.
  • A possível ajuda humanitária, mediada pela Igreja, é encarada como passo inicial para o diálogo entre ambos os lados.

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