- Cuba afirmou estar disposta a ouvir a oferta de US$ 100 milhões de ajuda humanitária dos Estados Unidos, ainda sem detalhes sobre a proposta do Departamento de Estado.
- O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, disse que não está claro se a ajuda será em dinheiro ou bens, nem se atenderá às necessidades urgentes atuais como combustível, alimentos e medicamentos.
- Cuba afirmou não rejeitar ajuda externa de boa-fé, apesar de criticar a “guerra econômica” dos EUA; o governo mantém abertura para trabalhar com a Igreja Católica.
- O Departamento de Estado afirmou que o regime cubano se recusa a permitir que os EUA forneçam a ajuda, que seria distribuída com cooperação da Igreja Católica e de outras organizações independentes de confiança.
- Autoridades cubanas destacaram que a melhor ajuda seria a redução das medidas de bloqueio, e relataram crise energética com apagões frequentes e protestos em meio ao aquecimento do verão.
O governo cubano declarou que está disposto a ouvir a proposta de ajuda humanitária de 100 milhões de dólares anunciada pelos Estados Unidos. A oferta seria apresentada para o povo cubano, em diálogo com a Igreja Católica e outras organizações humanitárias independentes de confiança. Ainda não existem detalhes sobre a forma de entrega ou a alocação da ajuda.
Bruno Rodríguez, ministro das Relações Exteriores de Cuba, afirmou que não houve clareza sobre se o montante será em dinheiro ou em itens e se atenderá necessidades imediatas como combustível, alimentos e medicamentos. O chanceler também criticou as medidas de bloqueio aplicadas ao país, mas disse que Cuba não rejeita ajuda de boa-fé.
Na quarta-feira (13), o Departamento de Estado dos EUA reiterou a oferta de 100 milhões de dólares para assistência direta ao povo cubano, com coordenação prevista pela Igreja Católica e outras organizações independentes de confiança. O governo cubano, porém, comentou que o regime não impede a comunicação, mas ressalvou a necessidade de transparência.
Contexto diplomático
Rodríguez afirmou que, dias antes, tinha considerado a proposta como alegação vazia, mas enfatizou abertura para trabalhar com a Igreja Católica. Ele citou a necessidade de evitar manobras políticas que explorem a dor da população cubana.
Crise econômica e energética
Desde janeiro, Washington tem pressionado Havana por reformas econômicas e políticas, incluindo medidas estrictas sobre energia e comércio. A cobrança por flexibilização energética agrava-se em meio a apagões diários, que geram protestos pontuais.
Situação energética em Cuba
O ministro da Energia, Vicente de la O Levy, reconheceu que a tensão aumenta com o verão e a demanda por energia. Ele informou que as reservas de petróleo estão quase no fim, agravando a crise energética no país.
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