- A rede elétrica de Cuba sofreu colapso parcial na manhã de quinta-feira, atingindo principalmente a região leste e deixando cidades como Santiago de Cuba sem energia.
- Até o meio da manhã, parte dos serviços essenciais foi restabelecida, mas grande parte da ilha permaneceu sem luz.
- Autoridades atribuíram os apagões ao bloqueio dos Estados Unidos, com o ministro de Energia dizendo que não havia óleo combustível nem diesel disponíveis.
- Em Havana, houve protestos na noite de quarta-feira, com moradores bloqueando vias e relatando prejuízos com alimentos e sono devido aos cortes.
- A situação envolve a escassez de combustível e o efeito das sanções; apenas um grande petroleiro russo forneceu petróleo bruto desde dezembro, e as Nações Unidas consideraram o bloqueio ilegal.
A rede elétrica de Cuba sofreu um colapso parcial nas primeiras horas desta quinta-feira, interrompendo o fornecimento na região leste da ilha. Segundo a UNE, operadora da rede, o problema atingiu cidades como Santiago de Cuba e Camagüey, ainda que alguns serviços essenciais tenham sido restabelecidos no início da manhã.
O ministro de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, afirmou que o país ficou sem óleo combustível e diesel, essenciais para a geração. Ele atribuiu os apagões ao bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, ressaltando que não há reservas disponíveis no momento.
A situação vem se agravando desde o início do mês, com calor intenso e cortes de energia de até 24 horas em algumas áreas. O governo tem buscado importações de combustível, mas o aumento dos preços globais complica as negociações.
Desdobramentos e reações
No entorno de Havana, protestos pacíficos surgiram na noite de quarta-feira, com moradores cobrando soluções frente à falta de energia. Bloqueios de ruas com objetos inflamados e batidas de panela marcaram a manifestação, que reuniu centenas de pessoas.
Rodolfo Alonso, morador da cidade, relatou que bairros inteiros ficaram mais de 40 horas sem luz, prejudicando principalmente famílias com idosos. Ele disse que a população não vê outra saída senão pedir o retorno da energia, sem filiação política explícita.
Em várias regiões, a Petrobras? Não, correção: as equipes de segurança acompanharam os protestos sem intervenções contundentes, e parte da energia retornou de forma pontual, gerando festas rápidas nas vias onde a energia voltou. A Reuters acompanhou cenas de alegria antes da dispersão.
Irailda Bravo, de 38 anos, afirmou ter participado de protestos em Marianao após dias dormindo na porta de casa devido ao calor. Ela descreveu a tensão com a escassez de itens básicos e a necessidade de conforto para a família.
Projeções e contexto internacional
Especialistas apontam que o embargo dificultou a obtenção de combustível e elevou os custos de importação. O governo cubano continua “aberto a quem queira vender combustível”, segundo o ministro, mas nem México nem Venezuela enviaram remessas desde a incursão de Trump com tarifas.
Na semana passada, organismos internacionais classificaram o embargo como ilegal, destacando impactos sobre alimentação, educação, saúde e saneamento. A administração cubana segue buscando fontes alternativas para minimizar o peso da crise energética.
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