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EUA dizem que Xi apoia desmilitarização de Ormuz; ditador alerta sobre Taiwan

EUA informam que Xi concordou com desmilitarização de Ormuz e ausência de pedágios; alerta sobre Taiwan eleva tensões entre China e EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o ditador da China, Xi Jinping, em encontro em Pequim nesta quinta-feira (14) (Foto: Maxim Shemetov/EFE/EPA)
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  • Um funcionário da Casa Branca disse à CNN que Xi Jinping concordou, em encontro com Donald Trump, com a desmilitarização do Estreito de Ormuz e com a passagem sem pedágios para evitar bloqueio pelo Irã.
  • A fonte afirmou que Ormuz deve permanecer aberto para garantir o livre fluxo de energia e que Xi se opõe à militarização ou à cobrança de pedágio pelo uso do estreito.
  • Xi expressou interesse em comprar mais petróleo americano no futuro para reduzir a dependência da China em relação ao estreito.
  • O Irã exige controle militar e cobrança de pedágios em Ormuz para encerrar o conflito; os EUA consideram essa exigência inaceitável.
  • No contexto da parceria, a China classificou Taiwan como a questão mais importante nas relações, com Xi alertando sobre riscos de confrontos caso o tema não seja tratado adequadamente; os EUA haviam autorizado um pacote de armas de US$ 11 bilhões para Taiwan em dezembro, ainda não implementado.

O acordo entre Xi Jinping e Donald Trump, apresentado por uma fonte da Casa Branca à CNN, sinaliza apoio à desmilitarização do Estreito de Ormuz e à ausência de pedágios na passagem. A reunião ocorreu nesta quinta-feira, em Pequim, durante um jantar oficial entre os dois líderes.

Segundo a fonte, os dois lados defendem que o Estreito de Ormuz permaneça aberto para garantir o fluxo livre de energia. A China também mostrou oposição à militarização da passagem e a qualquer cobrança pelo uso do canal, além de manifestar interesse em ampliar as compras de petróleo americano para reduzir a dependência do estreito no futuro.

A disputa sobre Ormuz envolve o Irã, que exige controle militar e de cobrança de pedágios para encerrar o conflito no Oriente Médio. Os EUA consideram essa demanda inaceitável, mesmo com um cessar-fogo tenso em vigor desde 7 de abril.

Na semana passada, o governo dos Estados Unidos afirmou que a China financia o terrorismo ao comprar petróleo do Irã. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que o Irã é o maior patrocinador estatal do terrorismo e que a China compra grande parte da energia iraniana, agravando o financiamento.

Antes do encontro, Trump elogiou Xi, em tom de aproximação. O presidente americano afirmou ser uma honra manter a relação e indicou a promessa de melhoria nas relações bilaterais. O encontro em Pequim ocorreu após Trump chegar à China na noite anterior.

A delegação chinesa informou que Xi levantou questões sobre a relação com os EUA e destacou a importância de evitar conflitos. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que a “questão de Taiwan” é central nas negociações, ressaltando riscos para a estabilidade se tratada de forma inadequada.

Taiwan figura como tema sensível na relação entre as duas nações. Os EUA já autorizaram, em dezembro, um pacote de armas de US$ 11 bilhões para Taiwan, ainda não implementado. Pequim considera Taiwan parte de seu território e tem reiterado ameaças de reunificação. Taipei, por sua vez, busca reforçar investimentos em defesa.

Segundo a Associated Press, Trump elogiou Xi antes do encontro, enquanto a China indicou interesse em superar padrões de disputa entre grandes potências e construir um novo marco para as relações bilaterais, com foco no bem-estar conjunto.

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