- EUA e China concordaram que o Irã “nunca poderá ter uma arma nuclear” e que o estreito de Ormuz deve permanecer aberto para o livre fluxo de energia.
- A declaração foi divulgada pela Casa Branca após o encontro entre o presidente Donald Trump e Xi Jinping em Pequim, nesta quinta-feira (14 mai 2026).
- O estreito de Ormuz é crucial, respondendo por cerca de 20% do petróleo e do gás natural líquidos do mundo; o Irã bloqueou a passagem no início da guerra contra os EUA.
- Xi informou oposição da China à militarização do estreito e a qualquer pedágio pelo uso, além de demonstrar interesse em comprar mais petróleo norte-americano no futuro.
- Entre os temas discutidos estiveram Taiwan, a guerra no Oriente Médio, a península coreana e a Ucrânia; os dois lados destacaram cooperação econômica e aumento de compras agrícolas.
Estados Unidos e China afirmaram que o Irã nunca deve possuir arma nuclear e que o estreito de Ormuz deve permanecer aberto para garantir o livre fluxo de energia. A declaração foi publicada pela Casa Branca após o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim, nesta quinta-feira.
Segundo a Casa Branca, Xi deixou claro na reunião a oposição à militarização do estreito e a qualquer cobrança pelo seu uso. Também indicou interesse em ampliar a compra de petróleo norte-americano para reduzir a dependência em relação ao estreito no futuro.
Trump e Xi conversaram por cerca de duas horas e meia sobre temas geopolíticos e perspectivas comerciais, incluindo a cooperação econômica entre os dois países e o estímulo a investimentos chineses na indústria norte-americana.
Estreito de Ormuz e petróleo
A conversa ocorreu em meio ao bloqueio do estreito de Ormuz pelo Irã desde o início do conflito com os EUA, em fevereiro. Aproximadamente 20% do petróleo e do gás natural líquido global passam pela passagem, fator analisado pela dupla para futuras medidas de estabilidade.
Pauta econômica e comercial
Entre os pontos destacados, houve avanços na discussão sobre ampliar o acesso ao mercado chinês para empresas americanas e estimular compras chinesas de produtos agrícolas dos EUA. Também foi ressaltada a continuidade de ações para interromper o fluxo de precursores de fentanyl para os EUA.
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