- Os EUA prometem US$ 1,8 bilhão em nova assistência humanitária por meio das Nações Unidas, alinhada aos interesses de política externa do governo Trump.
- O valor se soma aos US$ 2 bilhões anunciados em dezembro, sob um mecanismo para tornar o financiamento e a distribuição de ajuda mais eficientes e com maior responsabilização.
- Jeremy Lewin afirmou que 92% da assistência via esse mecanismo foi destinada a países “hiperpriorizados”, onde há maior necessidade.
- A lista de países que recebem apoio passou a incluir Venezuela e Líbano; EUA dizem que não envolve todos os recursos humanos no exterior e que há foco em áreas de convergência com seus interesses.
- Ocha mantém neutralidade e imparcialidade, enquanto o órgão enfrenta queda de financiamento; até agora, US$ 7,38 bilhões foram arrecadados de 65 Estados-membros, com meta de US$ 23 bilhões para este ano.
O anúncio ocorre em um momento de escrutínio sobre a assistência internacional dos EUA. O governo de Donald Trump prometeu US$ 1,8 bilhão em nova ajuda humanitária via ONU, somando-se aos US$ 2 bilhões anunciados em dezembro sob um novo mecanismo de financiamento.
A iniciativa visa tornar o financiamento e a distribuição mais eficientes, com maior responsabilização. Jeremy Lewin, interino responsável por assistência externa, destacou que 92% da ajuda via o mecanismo atende países hiperpriorizados pelo Ocha, os mais necessitados.
Lewin afirmou que os EUA concentram recursos onde há interesse de política externa, incluindo Venezuela e Líbano, e que esse corte não prejudica o setor humanitário. A ONU mantém neutralidade e imparcialidade, segundo Tom Fletcher, chefe do Ocha.
Antes do novo anúncio, o Ocha havia arrecadado US$ 7,38 bilhões de 65 países-membros, buscando US$ 23 bilhões para o ano. InterAction, maior rede de ONGs dos EUA, elogiou a sinalização de alinhamento com a hiperpriorização do Ocha.
Separadamente, Washington tem cerca de US$ 4 bilhões de dívidas para a ONU, incluindo US$ 2,4 bilhões em missões de paz. O embaixador Mike Waltz informou que pagamentos recentes foram feitos, com novos aportes previstos ao orçamento regular.
A assistência dos EUA via ONU é uma parte da cooperação internacional, com ênfase em áreas onde se alinha aos interesses nacionais, segundo autoridades envolvidas, sem deixar de reconhecer a necessidade de apoio global.
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