- Saleh Mamman, ex-ministro da energia da Nigéria, foi condenado a 75 anos de prisão em regime de ausência por lavagem de 33,8 bilhões de nairas.
- Foi considerado culpado em doze acusações, incluindo uso de empresas privadas para desvios ligados a usinas de energia financiadas pelo governo.
- A sentença foi proferida na ausência; Mamman está “fora de circulação” desde a condenação, segundo a EFCC.
- O Tribunal de Abuja emitiu mandado de prisão contra ele; Mamman ocupou o cargo de 2015 a 2021.
- O caso faz parte de uma ampla campanha anti-corrupção; durante o julgamento foi ordenada a devolução de 22 bilhões de nairas, e Mamman havia anunciado candidatura ao governo de Taraba para 2027 pelo APC.
Saleh Mamman, ex-titular do Ministério de Energia da Nigéria, foi condenado a 75 anos de prisão por lavagem de dinheiro no valor de 33,8 bilhões de nairas (aprox. US$ 24,7 milhões). A condenação ocorreu em regime de ausência.
Mamman foi considerado culpado em 12 crimes, incluindo uso de empresas privadas para desviar recursos ligados a usinas de energia financiadas pelo governo. A sentença foi proferida na quarta-feira, segundo a EFCC.
O tribunal de Abuja emitiu, na segunda-feira, um mandado de prisão contra o ex-ministro, que esteve no cargo entre 2015 e 2021. Mamman não se manifestou publicamente sobre a condenação.
Contexto
Antes da pena, Mamman havia anunciado, nas semanas que antecederam a sentença, a intenção de concorrer ao governo de Taraba pelo APC nas eleições de 2027. Ele afirmou ter obtido as formas de expressão de interesse para o posto.
Durante sua gestão, o Ministério de Energia recebeu promessas de combate à corrupção. O ex-ministro foi demitido por Buhari em uma reformulação de gabinete, após uma avaliação considerada independente pelo presidente.
Desdobramentos e repercussões
Durante a sentença, o tribunal ordenou o ressarcimento de 22 bilhões de nairas (aprox. US$ 16 milhões). O caso integra a ofensiva anticorrupção em curso contra ex-funcionários públicos.
Outras investigações da EFCC envolvem o ex-ministro da Justiça Abubakar Malami e a ex-ministra da Assistência Humanitária Sadiya Umar Farouq, ambas negando as acusações. Mamman também não comentou o caso publicamente.
A condenação reacende o debate sobre a crise energética da Nigéria, pois o ex-ministro prometeu melhorias no setor. O país, grande produtor de energia, sofre com fornecimento irregular e interrupções frequentes.
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