- A associação La voix de l’enfant criticou a falta de vontade política na investigação do Ministério Público de Paris sobre o fórum “La garçonnière”, ativo há décadas e voltado a homens atraídos por menores.
- O site, que existe desde 1999, é de acesso público e integra uma rede internacional associada ao movimento conhecido como “boy lovers”.
- A análise da Radio France estima que centenas de mensagens com pseudônimos mostram relatos e dados que indicam infrações e técnicas para evitar suspeitas em ambientes profissionais ou familiares.
- Embora não haja fotos ou vídeos divulgados, a ativista Martine Brousse diz que o conteúdo escrito também viola a dignidade infantil.
- Ela afirma que autoridades priorizam combate ao tráfico de drogas e ao terrorismo, em detrimento da proteção de crianças, e pede maior cooperação internacional para identificar e processar os predadores.
A associação La voix de l’enfant, que reúne mais de 70 organizações dedicadas à proteção de crianças, criticou a visão atual do Ministério Público de Paris sobre o caso. A entidade diz que há falta de vontade política para avançar no inquérito aberto sobre o fórum La garçonnière, ativo há décadas na França. A denúncia foi feita nesta quinta-feira (14).
Segundo Martine Brousse, cofundadora da organização, a investigação começou apenas na terça-feira (12), apesar do fórum existir desde 1999. Ela descreve La garçonnière como um espaço de acesso público conectado a uma rede internacional ligada ao movimento boy lovers.
A Agência de Verificação de Informações da Radio France analisou centenas de mensagens publicadas sob pseudônimos por participantes do fórum. O material envolve relatos, dados que indicam possíveis infrações e orientações para evitar identificação em ambientes profissionais ou familiares, além de táticas de manipulação de adolescentes.
Mesmo sem fotos ou vídeos, a ativista sustenta que o conteúdo escrito causa dano às crianças. Ela afirma que a prioridade governamental se volta para outras criminalidades, o que não estaria acompanhando a gravidade do tema.
Cooperação internacional para combater a pedofilia
Brousse defende a intensificação da cooperação europeia e internacional para identificar e processar os responsáveis. Ela argumenta que espaços desse tipo são conhecidos e questiona se o objetivo é proteger crianças ou atender a interesses de adultos que cometem abusos.
A ativista reforça a necessidade de ampliar a mobilização de recursos já usados em outras frentes para enfrentar esses fóruns e reduzir o impacto sobre menores, dentro e fora da França. O apelo é por medidas coordenadas e transparência nas ações.
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