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Governo cubano admite situação crítica devido à falta de combustível

Governo cubano admite ruptura no abastecimento de petróleo e aponta apagões prolongados que afetam alimentação, água e conforto de milhões, mesmo com breve carregamento russo

Um motorista de triciclo elétrico passa em frente a um posto de gasolina enquanto Cuba, em Havana - 12/05/2026 (Foto: REUTERS/Norlys Perez)
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  • Autoridades cubanas informam que não há petróleo bruto, óleo combustível nem diesel nas reservas; o único combustível disponível é gás dos poços, cuja produção aumentou.
  • Mesmo com a chegada de um carregamento de cerca de 100.000 toneladas de petróleo bruto, doado pela Rússia, o alívio durou apenas parte de abril e início de maio.
  • O governo atribui a crise ao bloqueio econômico dos Estados Unidos e às sanções, que prejudicam o fornecimento de combustível.
  • O Granma aponta apagões prolongados que afetam milhões de cubanos, com dificuldades para cozinhar, conservar alimentos, bombear água e descansar.
  • O presidente Miguel Díaz-Canel escreveu que, naquela quarta-feira, havia déficit de mais de 2 mil MW no horário de pico da demanda.

A escassez de combustíveis em Cuba atingiu nível crítico na quarta-feira, 13 de maio de 2026. Autoridades confirmaram que não havia petróleo bruto, óleo combustível nem diesel em reservas. O governo informou que apenas gás dos poços permanece disponível. O presidente Miguel Díaz-Canel informou sobre a deficiência do sistema elétrico.

O ministro de Energia, Vicente De la O Levy, explicou que houve um único carregamento vindo da Rússia, com cerca de 100 mil toneladas de petróleo bruto. Esse fornecimento aliviou parcialmente a situação por algumas semanas, mas não eliminou o déficit. A demora no reabastecimento já dura quase quatro meses.

A elevação das temperaturas aumentou o consumo elétrico, agravando a crise. Segundo o ministro, o funcionamento depende de usinas termoelétricas, da Energás e de parques solares. O presidente Diaz-Canel registrou na rede social um déficit superior a 2 mil MW no horário de pico para a quarta-feira.

Contexto e impactos

O Granma, jornal oficial, informou que apagões prolongados afetam milhões de cubanos. Variações de temperatura dificultam atividades domésticas como cozinhar, conservar alimentos, bombear água e descansar. A situação continua com interrupções no fornecimento elétrico em várias regiões.

O governo atribui o agravamento ao embargo energético imposto pelos Estados Unidos. Díaz-Canel destacou que a melhoria observada em abril ocorreu com a entrada de apenas um navio de combustível, quando o mínimo é oito por mês, e que esse carregamento reduziu o déficit temporariamente.

A administração mantém a afirmação de que o problema é estrutural, dependente de disponibilidade internacional de petróleo. Não há anúncio de uma solução rápida, mas autoridades continuam monitorando o ritmo de reabastecimento e o funcionamento da rede elétrica em todo o país.

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