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Guerra Fria tecnológica molda relações internacionais, diz embaixador

Embaixador afirma que tecnologia está no centro das relações internacionais, destacando a Guerra Fria tecnológica e a necessidade brasileira de soberania digital

Eugênio Vargas Garcia, embaixador extraordinário para Tecnologia e Inovação, foi um dos convidados do São Paulo Innovation Week
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  • Embaixador Eugênio Vargas Garcia afirma que tecnologia está no centro das relações internacionais, destacando uma “guerra fria tecnológica” com fundo econômico.
  • O Brasil é conveniente para buscar soberania digital, acompanhando movimentos de países europeus que já investem em soluções locais para nuvem, comunicação e trabalho.
  • França é citada como exemplo de liderança na transição digital, com criação de ministério dedicado a IA e transformações digitais na gestão pública.
  • O Brasil tem a segunda maior reserva mundial de terras raras, mas produz menos de 1% do potencial, e a indústria de chips atende apenas 10% da demanda interna.
  • O embaixador afirma que o país deve buscar parcerias internacionais para desenvolver tecnologias nacionais, diversificar armazenamento de dados e reforçar a soberania digital e da IA, mantendo o foco no desenvolvimento econômico e social.

O embaixador Eugênio Vargas Garcia, titular da Embaixada extraordinária para Tecnologia e Inovação, participou do São Paulo Innovation Week. O evento ocorreu no Pacaembu e na Faap, com mais de 2 mil palestrantes, nos três dias do encontro.

Garcia afirmou que qualquer tema ligado à tecnologia está no centro das relações internacionais. Ele destacou uma atual “guerra fria tecnológica” com razões econômicas, apontando fragilidades do multilateralismo.

O diplomata mencionou que países europeus já caminham para a soberania digital, buscando soluções locais para nuvem, comunicação e ferramentas de trabalho, reduzindo a dependência de empresas norte-americanas. França é citada como referência nesse movimento.

No Brasil, a ênfase recai sobre recursos nacionais. O país abriga a segunda maior reserva de terras raras, mas produz menos de 1% do potencial. Na indústria de chips, o Brasil atende apenas 10% da demanda, importando o restante.

Garcia avaliou a vulnerabilidade diante de tensões geopolíticas e defendeu parcerias internacionais para desenvolver tecnologias nacionais e diversificar armazenamento e processamento de dados. O objetivo é ampliar a soberania digital e de IA no país.

Para o Brasil, a cooperação deve alinhar-se aos princípios de IA centrados no desenvolvimento econômico, social e tecnológico. O embaixador afirmou que a revolução tecnológica pode apoiar o crescimento nacional sem perder o controle estratégico.

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