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Início do julgamento no caso de assassinato por encomenda contra Brent Sikkema

Início do julgamento em Manhattan mostra possível homicídio pago; ex-marido de Sikkema é apontado como financiador do crime

Brent Sikkema, 2007.
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  • O julgamento por homicídio encomendado envolvendo Brent Sikkeman começou em uma corte de Manhattan, com alegações iniciais e depoimentos de testemunhas.
  • Sikkeman foi encontrado morto em janeiro de 2024 em seu apartamento no Rio de Janeiro; Alejandro Triana Prevez, cubano de 30 anos, foi preso dias depois e disse que o ex-marido de Sikkeman, Daniel Carrera Sikkema, ofereceu 200 mil dólares pelo crime.
  • Daniel Carrera Sikkema foi preso dois meses depois em Nova York e, em fevereiro de 2025, foi acusado de contratar Prevez para matar Sikkeman.
  • Promotores afirmam que Carrera Sikkema manteve contato frequente com o suposto assassino e que o pagamento seria lucro do divórcio, com evidência incluindo uma entrevista gravada pelo FBI.
  • Uma testemunha, Angela Liriano, relatou que Carrera Sikkema comentou, durante uma ligação, que esperava que Brent morresse ao saber que ele iria ao Brasil; a defesa contesta a contratação e ressalta evidências circunstanciais.

O julgamento por homicídio com mandante começou nesta terça-feira em um tribunal de Manhattan, nos EUA. O caso envolve a morte do comerciante de arte Brent Sikkeman, ocorrida em janeiro de 2024 no Rio de Janeiro. A promotoria alega que houve um acordo pago para a execução do crime.

Sikkeman foi encontrado morto em apartamento no Rio de Janeiro. Alejandro Triana Prevez, um nacional cubano de 30 anos, foi preso dias depois e afirmou que o ex-marido de Sikkeman, Daniel Carrera Sikkema, ofereceu US$ 200 mil para o atentado. Carrera Sikkema foi detido dois meses depois em Nova York.

Durante a abertura, a Assistente da Procuradoria Nicholas Pavlis disse que testemunhas, registros digitais e dados de localização comprovariam que Daniel Sikkema manteve contatos frequentes com o suposto pistoleiro antes e depois do homicídio. A defesa contesta, afirmando que as declarações de Carrera Sikkema são exageradas no contexto de um divórcio contencioso.

Segundo Pavlis, o assassino atendeu a ligação imediatamente após o crime, e o destinatário teria sido Daniel Sikkema, que patrocinou o pagamento ao executor. O promotor enfatizou que o investigado transferiu milhares de dólares por meio de intermediários, incluindo funcionários de serviços domésticos e terceiros ligados ao acusado.

Uma testemunha, a ex-farmacêutica Angela Liriano, relatou que Carrera Sikkema afirmou, em conversa telefônica, que esperava que Brent morresse ao saber da viagem dele ao Brasil. Ela destacou que o ex-casal discutia o divórcio, com potencial de grandes valores.

O advogado de defesa, Florian Miedel, afirmou aos jurados que Daniel não contratou Alejandro para assassinar Brent e destacou a possibilidade de interpretações precipitadas com base em evidências circunstanciais. A defesa pediu que o tribunal não se baseie apenas em suposições.

A sessão continua com a análise de provas e depoimentos, incluindo registros financeiros e de localização, para esclarecer a relação entre as testemunhas e o suposto mandante. O desenrolar do caso pode depender de novas declarações e periciais.

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