- O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, pediu que os Brics condenem os Estados Unidos e Israel pela guerra contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, com cessar-fogo tenso desde 7 de abril.
- Araghchi acusou os Emirados Árabes Unidos de ajudar na agressão ao Irã e destacou a necessidade de condenação do direito internacional por parte dos Brics e da comunidade internacional.
- As declarações foram feitas durante reunião de ministros das Relações Exteriores dos Brics em Nova Délhi, que antecede a cúpula prevista para setembro.
- O Irã e os Emirados Árabes Unidos, aliados dos EUA, demonstram divergências dentro dos Brics, que ampliaram o bloco em 2025 com a entrada da Indonésia.
- O governo iraniano citou a negação de Abu Dhabi sobre envolvimento na visita de Netanyahu aos Emirados, e lembrou que os Emirados não emitiram condenação quando os ataques começaram; o país árabe também foi alvo de acusações de danos durante a guerra.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, pediu aos Brics que condenem os Estados Unidos e Israel pela guerra iniciada contra o Irã em 28 de fevereiro. Ele também acusou os Emirados Árabes Unidos de apoiar a agressão ao seu país. Nova Délhi recebeu as declarações.
Araghchi fez o pleito durante a reunião de ministros de Relações Exteriores do Brics, que antecede a cúpula prevista para setembro. O encontro ocorre em meio a tensões com EUA e aliados na região.
Segundo a agência Reuters, o chanceler iraniano classificou a guerra como expansionismo ilegal e belicismo, e pediu que os Brics condenem violações do direito internacional. Ele citou a postura de apoio dos Emirados ao longo do conflito.
Divisão nos Brics
Em meio ao embate, o Irã e os Emirados Árabes Unidos mantêm divergências que já bloquearam uma declaração conjunta na reunião preparatória de vice-ministros e enviados especiais, no fim de abril. O bloqueio expõe diferenças entre aliados dos EUA e o Irã.
O Irã ingressou no Brics em janeiro de 2024, ao lado de Egito e Etiópia, ampliando o grupo para Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e Indonésia (entrada anunciada em 2025). A reunião atual ocorre antes da cúpula de setembro.
Contexto regional
O governo dos Emirados Árabes Unidos afirmou, em abril, que o Irã deve pagar pelos danos causados pelos ataques ao Golfo Pérsico. Teerã sustenta que apenas bases americanas foram visadas. Interceptações de mísseis e drones ocorreram durante o conflito, com relatos de operações militares em abril.
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