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Israel processa o New York Times por difamação, após Trump

Israel processa o The New York Times por difamação, após artigo de Kristof que denuncia violência sexual generalizada contra palestinos

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu - (Maya Alleruzzo/AFP)
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  • Israel vai processar o The New York Times por difamação após artigo de opinião de Nicholas Kristof que denunciava violência sexual contra prisioneiros palestinos.
  • O governo, em comunicado conjunto do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e do ministro das Relações Exteriores Gideon Saar, ordenou a abertura da ação judicial; não foi informado onde ou quando o processo será instaurado.
  • O texto reúne depoimentos de quatorze palestinos na Cisjordânia, que relatam violência sexual por colonos judeus ou agentes israelenses; cita um “padrão de violência sexual generalizada” e menciona relatório da Organização das Nações Unidas.
  • O Ministério das Relações Exteriores rejeitou as acusações, dizendo que Kristof baseou-se em fontes não verificadas ligadas a redes ligadas ao Hamas; afirmou que a publicação buscou minar um relatório israelense sobre violência sexual relacionada ao conflito.
  • O The New York Times não comentou oficialmente a ameaça de processo; o jornal defendeu o trabalho, afirmando que relatos dos entrevistados foram corroborados e verificados.

Israel abriu processos por difamação contra o The New York Times após a publicação de um artigo de opinião que acusa Israel de violência sexual sistêmica contra prisioneiros palestinos. A decisão foi anunciada pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e pelo ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, nesta quinta-feira, 14.

A ação foi comunicada em conjunto pelos dois líderes. O governo não informou onde ou quando o processo será instaurado. Em nota, Netanyahu afirmou que o texto difamou soldados israelenses e citou uma alusão a uma calúnia de sangue.

O artigo de Nicholas Kristof, publicado na segunda-feira, reuniu depoimentos de 14 palestinos na Cisjordânia sobre abusos por colonos e por agentes israelenses. O texto aponta um padrão de violência sexual e cita um relatório da ONU como referência.

Kristof sustenta que não há provas de ordens formais dos líderes de Israel, mas diz que a violência tornou-se parte de um aparato de segurança. O Ministério das Relações Exteriores de Israel rebateu, alegando fontes não verificadas ligadas ao Hamas.

O NYT ainda não comentou oficialmente a ameaça de ação, repetindo, porém, a defesa de que as informações foram verificadas com testemunhas e familiares. O jornal informou que os relatos foram cruzados com outras fontes sempre que possível.

Organizações internacionais já documentaram violência sexual cometida por ambos os lados desde o início do conflito em Gaza. O governo israelense aproveita o caso para justificar a contestação pública do artigo.

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