- Mineradores em La Paz entraram em confronto com a polícia durante protesto na praça Murillo, com relatos de explosivos lançados pelos manifestantes.
- Os trabalhadores pedem a renúncia do presidente Rodrigo Paz, em meio à crise econômica e à escassez de combustíveis.
- A resposta policial envolveu bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo; bloqueios de estradas agravaram a falta de alimentos, itens médicos e oxigênio nos hospitais.
- Uma delegação de cerca de vinte mineradores participou de reunião no palácio presidencial para tratar das demandas, conforme informou uma fonte próxima.
- Autoridades ligam as manifestações à oposição e a Evo Morales; o ex-presidente apoiou as reivindicações, dizendo que a revolta não cessará enquanto não houver soluções para fatores como combustível, alimentos e inflação.
Um grupo de mineradores entrou em confronto com a polícia durante protesto em La Paz, na Bolívia, nesta quinta-feira (14). Os manifestantes pedem a renúncia do presidente Rodrigo Paz, em meio a uma crise econômica e à escassez de combustíveis e itens básicos.
Ao tentar entrar na praça Murillo, a principal da cidade, os manifestantes teriam arremessado objetos que pareciam explosivos, segundo testemunhas citadas pela Reuters. A polícia respondeu com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.
Trabalhadores exigem maior acesso a materiais de trabalho, revisões de contratos e regulamentação para o setor de mineração. Movimentos de agricultores e sindicatos próximos apoiam as ações em meio à crise econômica e à queda na produção de energia.
Diálogo e desdobramentos
Antes dos choques, cerca de 20 mineradores foram ao palácio presidencial para uma reunião com o presidente, convocada para tratar das demandas. Foi anunciada abertura ao diálogo pelo governo, com participação de ministros.
Bloqueios de estradas foram registrados nos dias anteriores, provocando escassez de alimentos, suprimentos médicos e oxigênio em alguns hospitais, conforme a agência Reuters. Caminhões ficaram parados em várias rodovias do país.
Contexto político e econômico
Autoridades atribuem as manifestações a setores da oposição e a apoiadores do ex-presidente Evo Morales. Morales, envolvido em um episódio recente de processo jurídico, expressou apoio aos protestos em redes sociais, destacando que melhorias em combustível, alimentos e inflação são centrais para a ação.
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