- Ataques russos em larga escala atingiram a Ucrânia na madrugada desta quinta-feira, com Kiev deixando danos em mais de vinte pontos; mais de 650 drones e 56 mísseis foram usados, segundo o presidente Volodymyr Zelensky.
- Um veículo de uma missão humanitária da Organização das Nações Unidas foi atingido duas vezes por drones na região de Kherson; integrantes foram evacuados em segurança.
- O balanço em Kiev subiu para cinco mortos e cerca de 40 feridos, conforme atualização do presidente ucraniano; houve registro de danos em áreas civis.
- Zelensky pediu uma resposta justa aos bombardeios; a defesa russa informou ter interceptado 36 drones ucranianos na noite.
- No âmbito político, a primeira-ministra da Letônia renunciou após perda de apoio de coalizão, e na Ucrânia o Alto Tribunal Anticorrupção prendeu Andriy Yermak, aliado do presidente, por lavagem de dinheiro ligada a um projeto imobiliário de luxo, com fiança de € 2,5 milhões.
Um ataque massivo russo atingiu a Ucrânia durante a madrugada desta quinta-feira (14), com bombardes em Kiev e regiões do sul. A ofensiva envolveu drones e mísseis, elevando o saldo humano e provocando danos em vários pontos da capital. O objetivo parece ter sido ampliar pressão militar e amplificar o impacto sobre civis.
Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, mais de 650 drones e 56 mísseis atingiram território ucraniano. Kiev registrou danos em mais de 20 pontos, incluindo áreas civis, e equipes de resgate trabalhavam em escombros de um prédio de nove andares. Não houve informações sobre a origem dos alvos fora do território russo.
Um veículo de uma missão humanitária da ONU foi atingido duas vezes por drones russos na região de Kherson, segundo Zelensky. O presidente afirmou que ninguém ficou ferido e que os integrantes da missão foram evacuados com segurança. Um vídeo exibido por autoridades locais mostrou veículos danos.
A defesa russa informou ter interceptado 36 drones ucranianos na mesma noite. O balanço das ações contra Kiev aumentou para cinco mortos e cerca de 40 feridos, segundo a Presidência ucraniana.
A crise se estende para além do campo de batalha, afetando aliados e questões internas. A Letônia viveu uma turbulência política com a renúncia da primeira-ministra Evika Silina, após a perda de apoio de um partido-chave da coalizão.
Paralelamente, o Alto Tribunal Anticorrupção da Ucrânia autorizou a prisão de Andriy Yermak, ex-chefe de gabinete de Zelensky, sob acusação de lavagem de dinheiro em relação a um projeto imobiliário de luxo perto de Kiev. A fiança foi fixada em mais de € 2,5 milhões, permitindo resposta em liberdade durante o processo.
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