- Dezenas de barcos partiram de Marmaris, no sudoeste da Turquia, nesta quinta-feira, 14/5, totalizando cerca de cinquenta embarcações rumo a Gaza.
- A flotilha será acompanhada por quatro ou cinco navios da Coalizão da Flotilha da Liberdade em águas internacionais e segue em direção ao enclave.
- Essa é a terceira iniciativa desse tipo em um ano, com o objetivo de romper o bloqueio israelense a Gaza, que enfrenta escassez de alimentos, água, medicamentos e combustível.
- A segunda flotilha foi interceptada em 30 de abril, na costa da Grécia; dois membros da tripulação ficaram detidos por dez dias e, depois, foram expulsos.
- Espanha, Brasil e as Nações Unidas exigiram a libertação dos ativistas; organizações de direitos humanos alegaram abusos durante a custódia israelense, que foi negada por Israel.
A flotilha de ajuda humanitária partiu nesta quinta-feira (14/5) do sudoeste da Turquia com destino a Gaza, na tentativa de romper o bloqueio imposto ao enclave. Cerca de 50 barcos foram anunciados como partentes de Marmaris, segundo Gorkem Duru, membro da filial turca do Global Sumud Flotilla. O grupo informou que os barcos devem ser acompanhados por quatro a cinco navios da Coalizão da Flotilha da Liberdade em águas internacionais, dirigindo-se a Gaza.
A Global Sumud Flotilla é a terceira iniciativa desse tipo em um ano. O objetivo é levar assistência a uma população que enfrenta escassez de alimentos, água, medicamentos e combustível desde o início do conflito entre Israel e o Hamas, em outubro de 2023. A operação ocorre em meio a tensões regionais e a histórico de interceptações de flotilhas que tentam ultrapassar o bloqueio.
Desdobramentos recentes apontam que a segunda flotilha, em abril, foi interceptada na costa da Grécia, com a detenção de parte da tripulação em território internacional. O brasileiro Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, com dupla nacionalidade, ficaram 10 dias sob custódia israelense antes de serem expulsos. Países vizinhos e organizações internacionais cobraram a libertação imediata dos ativistas.
Reações internacionais incluíram pedidos da Espanha, do Brasil e das Nações Unidas pela libertação dos envolvidos. Organizações de direitos humanos afirmaram que as detenções foram ilegais e alegaram abusos durante a custódia, acusações que foram negadas por autoridades israelenses, que não apresentaram acusações formais.
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