- O papa Leão XIV criticou o aumento dos gastos militares na Europa, chamando-o de traição à diplomacia.
- Segundo o Sipri, os gastos europeus subiram 14% em 2025, totalizando US$ 864 bilhões, em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia e ao rearmamento da Otan.
- O desempenho ocorre sob pressão de Donald Trump, que tem incentivado aliados a aumentar investimentos em defesa.
- A Otan aprovou em 2025 uma meta de gastos militares equivalentes a 5% do PIB dos seus membros.
- Leão discursou na Universidade Sapienza, em Roma, pedindo abertura a ideias e urging cautela com o uso de IA em guerras.
O Papa Leão XIV criticou o aumento dos gastos militares na Europa, dizendo que representa uma traição à diplomacia. A observação ocorreu nesta quinta-feira, 14, em Roma, durante discurso a estudantes da Universidade Sapienza.
Segundo o pontífice, não se deve chamar de defesa o rearmamento que eleva tensões, reduz investimentos em educação e saúde e beneficia elites indiferentes ao bem comum. O Papa pediu atenção ao que descreveu como mutilação do mundo por guerras.
Dados de Sipri mostram que os gastos militares na Europa cresceram 14% em 2025, alcançando US$ 864 bilhões. O aumento ocorre em meio à continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia e ao rearmamento de membros da Otan.
A escalada acontece em meio à pressão pública dos Estados Unidos, com Donald Trump defendendo maior gasto militar entre aliados europeus. Em fevereiro, Trump assinou ordem executiva priorizando compras de armas de países com alta despesa de defesa.
Sob esse contexto, a Otan apoiou, em 2025, uma meta de gastos equivalente a 5% do PIB para seus membros. A ordem visa alinhar fortemente investimentos em defesa entre países-membros.
O Papa discursou para cerca de 110 mil estudantes da Sapienza. Ele também alertou para o impacto da inteligência artificial em guerras, citando conflitos na Ucrânia, Gaza, Líbano e Irã.
Leão pediu que os jovens não sejam fechados a ideologias ou fronteiras nacionais. Chamou os estudantes a serem artesãos da verdadeira paz, em meio a debates sobre tecnologia, poder militar e relações internacionais.
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