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Político filipino foge do Senado para evitar prisão após dias escondidos

Senador Ronald dela Rosa, procurado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade, foge do Senado após dias oculto para evitar prisão

O senador filipino Ronald dela Rosa, procurado por crimes contra a humanidade
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  • O senador filipino Ronald dela Rosa, procurado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade, fugiu do Senado após dias escondido para evitar prisão.
  • A fuga ocorreu um dia após tiroteio no Legislativo, com militares em mobilização para prendê-lo; ele estava refugiado no seu escritório parlamentar há dois dias.
  • O presidente do Senado, Alan Peter Cayetano, confirmou que dele Rosa “não estava mais no prédio” e disse aguardar um relatório completo sobre a saída.
  • Imagens da Reuters mostram dela Rosa sendo levado para outra ala do Senado antes do tiroteio; o senador havia convocado apoiadores para impedir a prisão.
  • O mandado de prisão do TPI foi emitido em novembro; o ex-chefe da Polícia Nacional é acusado de autorizar, promover ou tolerar assassinatos de suspeitos ligados a drogas entre julho de 2016 e abril de 2018, com estimativas de pelo menos 30 mil mortos.

O senador filipino Ronald Dela Rosa fugiu do Senado após ficar dias escondido para evitar a prisão. A informação foi confirmada pelo presidente da casa, Alan Peter Cayetano, que disse não ver mais Dela Rosa no prédio e que aguarda um relatório oficial sobre o momento da saída.

A fuga ocorreu em meio a uma operação policial para prender o ex-chefe da Polícia Nacional, alvo de mandado do Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade. Segundo a imprensa local, tiros foram ouvidos no Senado pouco antes da fuga.

Imagens da agência Reuters mostraram Dela Rosa sendo encaminhado para outra ala do prédio momentos antes do tiroteio. O político havia pedido aos apoiadores para impedir a prisão, dizendo que não permitiria que um filipino fosse levado à Haia, sede do TPI.

Acusações e contexto

O TPI acusa Dela Rosa de autorizar, promover ou tolerar execuções de suspeitos ligados ao uso, venda ou produção de drogas entre julho de 2016 e abril de 2018. Estima-se que dezenas de milhares de civis teriam perdido a vida nesse período, conforme acusações da corte.

A polícia iniciou a operação de prisão contra ele na segunda-feira, mas Dela Rosa conseguiu escapar. Câmeras de segurança registraram a fuga pelos corredores do Senado, com ele buscando abrigo no escritório parlamentar, sob custódia provisória do presidente da casa, Cayetano.

O mandado do TPI foi emitido de forma confidencial em novembro. Rumores sobre a prisão circulavam há dias, levando o senador a se afastar temporariamente de suas atividades parlamentares, antes de retornar para acompanhar a votação que elegeu Cayetano.

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