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Post de engenheiro contra vigilância em laptops viraliza na Meta

Funcionários da Meta nos EUA e Reino Unido se mobilizam contra software que monitora teclas e atividades do mouse, instalado em laptops de funcionários

MENLO PARK CALIFORNIA JANUARY 29 An aerial view of Meta headquarters on January 29 2025 in Menlo Park California. Meta...
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  • Funcionários da Meta nos EUA e no Reino Unido estão se organizando contra um software corporativo que registra teclas e atividade do mouse dos trabalhadores.
  • A campanha visa apoiar uma petição interna, circulando desde a semana passada, para pôr fim ao que a empresa chama de Iniciativa de Capacidade de Modelo (Model Capability Initiative).
  • A ferramenta é obrigatória e começou a ser instalada nos laptops de funcionários dos EUA no mês passado, gravando telas em uso de certos aplicativos para coletar exemplos de uso real de computadores.
  • A petição e relatos internos contestam a prática, afirmando que não deve se tornar normal que empresas extraiam dados dos funcionários sem consentimento para treinar IA.
  • A situação já alimenta debates trabalhistas: há relatos de cartazes em escritórios, apoio de sindicatos no Reino Unido e atrasos na instalação por parte de alguns empregados que delayam o software.

Meta está fazendo uso de software obrigatório em laptops de funcionários nos EUA para monitorar telas, teclas e movimentos do mouse. A iniciativa, chamada Model Capability Initiative, começou a ser instalada no mês passado para trabalhadores norte-americanos. A ação gerou um abaixo-assinado interno desde a semana passada.

O movimento envolve colaboradores nos EUA e no Reino Unido, apoiados por uma coalizão sindical que atua com a United Tech and Allied Workers. Um engenheiro de software que participou de um fórum interno questiona os impactos da ferramenta e o que isso sinaliza para a cultura da empresa.

Apetite por dados é a justificativa oficial: a Meta pretende coletar exemplos reais de uso de computadores para aprimorar IA. A empresa não divulgou resultados até o momento e não comentou sobre a eficácia da tecnologia.

A petição afirma que não é aceitável que empresas explorem dados de funcionários sem consentimento para treinar IA. Em território americano, a vigilância de dispositivos é permitida para segurança, treinamento e avaliação, mas a coleta para IA é vista como prática nova por parte dos trabalhadores.

Nos EUA, há preocupação com possível expansão para o Reino Unido, onde novos marcos legais para organização incentivam a mobilização. Representante diz que a quebra de confiança entre colegas é o principal temor, reforçada pela possibilidade de ampliação do programa.

No campus de Meta na Califórnia e em Nova York, cartazes orientando a assinatura foram afixados em áreas comuns. Segundo relatos, algumas peças foram removidas pela empresa, mas cartazes em banheiros permaneceram. A Meta não respondeu a esses questionamentos.

Organizadores solicitam que a empresa reconheça o direito legal de discutir, organizar e exigir melhores condições de trabalho. O número de signatários e futuros passos legais ou regulatórios não foram divulgados pelos responsáveis pela campanha.

Um post interno deste usuário aponta uma percepção de deterioração cultural na Meta nos últimos 11 anos, com mudanças acentuadas nos últimos cinco. Desemprego, cortes orçamentários e alta pressão estariam contribuindo para o atual clima de desânimo.

O relato também compara o movimento com o marco da IA, visto como microcosmo de um repertório maior de sistemas que podem exigir atuação semelhante. A mobilização é apresentada como resposta a preocupações sobre uso de dados e governança de tecnologia.

Algumas pessoas que resistem à assinatura estariam adiando a instalação da ferramenta de gravação de tela, segundo fontes. O talento humano restante no grupo pode influenciar o ritmo da implementação, enquanto a empresa analisa próximos passos após turbulências recentes.

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