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Relato acusa Epstein de abuso durante prisão domiciliar

Vítima emocionada acusa Epstein de abusos durante prisão domiciliar; acordo de 2008 permitiu a continuidade dos abusos por quase uma década

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  • Roza, vítima, prestou depoimento emocionado na Câmara dos Estados Unidos, em West Palm Beach, relatando abusos por Jeffrey Epstein durante a prisão domiciliar após a condenação por aliciar menor para prostituição.
  • Ela disse ter sido apresentada a Epstein em 2009 por Brunel e ter recebido uma oferta de trabalho para ajudar com dificuldades financeiras.
  • Segundo o que afirmou, Epstein a molestou pela primeira vez no quarto da casa dele e, nos três anos seguintes, ela foi vítima de estupros repetidos.
  • O depoimento ocorreu em audiência organizada por democratas da Câmara dos Representantes para manter o caso Epstein em evidência; o comitê investiga crimes do financista, sem poder legal obrigatório.
  • Em 2008, Epstein recebeu acordo judicial que permitiu sair da custódia por até 16 horas diárias, seis dias por semana, para trabalhar na Fundação de Ciência da Flórida, o que facilitou novos abusos, conforme relato de Roza.

Jeffrey Epstein, o financista, foi acusado de abuso sexual contra menores durante o período em que cumpria prisão domiciliar após condenação em 2008 por aliciar uma menor para prostituição. A vítima Roza relatou aos congressistas que sofreu abusos repetidos entre 2009 e 2012, quando já trabalhava para a Fundação de Ciência da Flórida, sob liberação de custódia.

Roza relatou ter sido apresentada a Epstein em julho de 2009 por Jean-Luc Brunel, ex-agente de modelos, a fim de obter apoio financeiro. Ela tinha 18 anos na época e via no suposto emprego uma oportunidade de melhorar sua situação econômica.

Segundo o depoimento, Epstein deixou a custódia por até 16 horas diárias, seis dias por semana, para trabalhar na instituição. A massagista que trabalhava com ele teria chamado Roza para um quarto onde ocorreu o primeiro abuso.

Ao longo de três anos, Roza diz ter sido vítima de estupros repetidos. A audiência em West Palm Beach, na Flórida, ocorreu perto de Mar-a-Lago, residência de Donald Trump, sob organização de democratas do Comitê de Supervisão da Câmara e de parlamentares locais.

Contexto e desdobramentos

A audiência não tem poder legal, mas visa manter o caso Epstein em evidência. Demócratas questionam a condução de arquivos do caso e apontam falhas que teriam permitido que Epstein continuasse abusando por quase uma década.

Relatos de outras vítimas foram ouvidos, destacando que Epstein e cúmplices teriam escapado de responsabilização por anos. Um relatório divulgado recentemente indica que um acordo de 2008 permitiu a continuidade de atividades de abuso e tráfico por longa duração.

A audiência também ressaltou que Roza sentiu que a Justiça parecia não funcionar na época, e que a divulgação acidental de seu nome nos arquivos prejudicou sua vida. Ela disse ainda que hoje recebe interesse internacional de imprensa.

Outras declarações

Maria Farmer, outra sobrevivente, gravou depoimento aos congressistas, afirmando ter denunciado os abusos pela primeira vez em 1996. Farmer criticou a atuação de agências de segurança pública na época.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou ter retirado de seu site vários arquivos relacionados ao caso, reconhecendo falhas em tarjas que expõem identidades. O órgão reiterou que protege as vítimas com seriedade.

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