- Embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, acusou Francesca Albanese de usar o cargo para promover uma campanha política contra Israel e os EUA, após decisão judicial americana que suspendeu sanções contra ela.
- Danon afirmou que Albanese “promoveu a perseguição de soldados e civis israelenses e americanos em Haia” e deu “apoio consistentemente aos terroristas do Hamas, mesmo após o massacre de 7 de outubro”.
- Albanese celebrou a suspensão das sanções, dizendo que um tribunal dos EUA havia suspendido as sanções contra ela e citou a decisão sobre proteger a liberdade de expressão.
- A relatora especial da ONU para a Palestina atua desde 2022 e tem adotado críticas a Israel, incluindo acusações de genocídio em Gaza, apartheid e ocupação, em seus relatórios.
- Reações europeias incluíram pedidos de demissão da relatora por parte da França, além de críticas da Alemanha, Itália e outros países; Albanese negou ter usado exatamente a expressão “inimigo comum da humanidade” em discurso.
O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, acusou Francesca Albanese, relatora especial da ONU para a Palestina, de usar seu cargo para promover uma campanha política contra Israel e os EUA. A declaração foi publicada no X.
Danon afirmou que Albanese “promoveu a perseguição” de israelenses e americanos em Haia e difundiu mentiras contra Israel e os EUA. Ele disse ainda que a relatora apoia o Hamas, mesmo após o massacre de 7 de outubro, e pediu que ela fique sob custódia.
A reação surgiu após Albanese comemorar a suspensão de sanções americanas contra ela, também via X. Ela escreveu que um tribunal dos EUA suspendeu as restrições e citou a decisão como proteção à liberdade de expressão.
Albanese, relatora da ONU desde 2022, tem adotado uma linha acusatória contra Israel. Em seus relatos, ela chegou a usar termos como genocídio em Gaza e descreveu Israel como sujeito a um “apartheid” e a um “sistema de ocupação”.
Ela também acusou Israel de manter políticas de deslocamento de palestinos e criticou o apoio de terceiros, incluindo países e empresas, por meio de fornecimento de armas e relações econômicas. Suas posições já geraram reações de governos europeus.
França, Alemanha e Itália criticaram Albanese. O chanceler francês Jean-Noël Barrot chegou a pedir sua demissão. A contestação ocorreu após um discurso da relatora em evento na Al Jazeera, no Catar, que gerou um vídeo circulante no qual ela teria chamado Israel de “inimigo comum da humanidade”.
Albanese negou ter utilizado exatamente essa expressão e afirmou ser alvo de uma campanha de desinformação. Além dos sinais de crítica, governos europeus reiteraram a necessidade de neutralidade e de respeito aos mecanismos institucionais da ONU.
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