- Trump e Xi Jinping se encontraram no Grande Salão do Povo, em Pequim, em 14, marcando a cúpula de alto nível entre os dois países.
- O presidente americano disse que teriam “um futuro fantástico” juntos; Xi afirmou que os dois devem ser “parceiros, não rivais”.
- Xi alertou que a gestão da questão de Taiwan pode levar a um conflito entre China e Estados Unidos se mal conduzida.
- As duas partes concordaram em manter o Estreito de Ormuz aberto, para a livre circulação de energia, e a delegação americana incluiu executivos como Elon Musk e Jensen Huang.
- A visita é a primeira de um presidente dos Estados Unidos à China em quase uma década e a reunião durou aproximadamente duas horas e quinze minutos.
Donald Trump encontrou-se nesta quinta-feira, 14, com o presidente chinês Xi Jinping, no Grande Salão do Povo, em Pequim, para a cúpula de alto nível entre as duas potências. O encontro ocorreu na capital chinesa e contou com a participação de uma comitiva americana formada por Marco Rubio, secretário de Estado; Pete Hegseth, secretário de Defesa; e executivos de grandes empresas, entre eles Elon Musk.
Ao chegar, Trump cumprimentou Xi com um aperto de mão. O momento marcou o início de conversas que, segundo a imprensa, buscaram apontar um caminho de cooperação entre China e Estados Unidos, em contraste com um histórico de tensões.
Em discurso durante a reunião, Xi enfatizou a ideia de parceria, afirmando que uma relação estável entre China e EUA é benéfica para o mundo. O líder chinês ressaltou que Taiwan continua sendo um tema central e avisou que má gestão do assunto pode levar o relacionamento a um patamar arriscado.
Xi afirmou estar feliz com a visita de Trump, a primeira de um presidente americano à China desde 2017. A fala transcorreu em meio a pérolas técnicas sobre governança de Taiwan e a possibilidade de escaladas no confronto, conforme o contexto das relações bilaterais.
A comitiva de Washington incluiu executivos de tecnologia, como Jensen Huang, da Nvidia, e Elon Musk, da Tesla, que acompanham o esforço para impulsionar acordos comerciais em áreas como agricultura e aviação. Pequim prometeu abrir ainda mais as portas para o investimento estrangeiro.
Resumo do cenário estratégico aponta ainda a posição de Taiwan como ponto sensível entre as duas nações. O governo americano mantém políticas que apoiam defesa para Taiwan, enquanto a China reafirma sua posição de reunificação, com avisos sobre consequências de uma gestão inadequada.
Antes da pausa para visitas ao Templo do Céu, Trump indicou interesse em uma conversa extensa sobre o Irã, tema já anunciado como foco da viagem, incluindo o uso do estreito de Ormuz. A Casa Branca disse que houve consenso sobre manter o estreito aberto para facilitar a circulação de energia.
A reunião, que durou pouco menos de duas horas, ocorreu em meio a uma história de tensões comerciais e geopolíticas entre os dois países. A imprensa chinesa destacou a desaceleração de anúncios de acordos, mas sinalizou que a delegação americana recebeu perspectivas positivas para futuras parcerias.
*(informations da AFP)*
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