- O juiz Natlie Mai concedeu fiança de 500 mil dólares para Richard Glossip, que sai da prisão pela primeira vez em quase trinta anos, enquanto aguarda retrial pela morte de 1997.
- Glossip, hoje com 63 anos, precisa usar monitoramento eletrônico, não pode viajar para fora de Oklahoma e não deve contatar testemunhas nem consumir drogas ou álcool.
- O caso envolve a morte de Barry Van Treese, ex-proprietário de motel, em Oklahoma City, em um suposto esquema de homicídio por encomenda.
- No ano passado, a Suprema Corte dos Estados Unidos anulou a condenação de Glossip, por entender que testemunha-chave testemunhou sabendo ser falsa, violando o direito a um julgamento justo.
- O estado diz que vai tentar novamente o processo pela acusação de homicídio, mas sem buscar a pena de morte novamente; Glossip tem histórico de quase executação devido a várias datas agendadas.
Oklahoma liberou nesta quinta-feira Richard Glossip, ex-prisioneiro do corredor da morte, mediante fiança, após quase 30 anos encarcerado. Ele aguarda novo julgamento pela morte de 1997 de seu antigo superior, o motelier Barry Van Treese, em Oklahoma City, em um caso que já o deixou perto da execução em três ocasiões.
A decisão foi tomada pela juíza Natalie Mai, que fixou a fiança em 500 mil dólares. Glossip deverá usar monitoramento eletrônico, não poderá sair de Oklahoma, não poderá contatar testemunhas do caso e não pode consumir drogas ou álcool.
Condições da liberdade e próximos passos
O estado decidiu manter o réu no processo de retrial, porém sem buscar novamente a pena de morte. A defesa sustenta inocência de Glossip há décadas, e o caso ganhou destaque após a Suprema Corte dos EUA anular a condenação no ano passado.
A Justiça ressaltou que o estado deverá conduzir o processo com rigor e que a defesa deverá oferecer representação robusta. O objetivo é realizar um novo julgamento que seja livre de erros, atendendo às expectativas de todas as partes.
Contexto jurídico e histórico do caso
Glossip recebeu a pena capital pela suposta participação em um assassinato por encomenda. O veredito original ocorreu durante uma tramitação marcada por questionamentos sobre a validade de testemunhos apresentados pela promotoria.
Durante décadas, Glossip teve várias datas de execução marcadas, inclusive chegou a saborear três últimas refeições. Em 2015 ficou próximo de ser executado, ocupando uma cela ao lado da câmara de execução, até que um incidente com a verificação de drogas atrasou o procedimento e gerou uma moratória.
Repercussão e próximos atos
As informações indicam que a defesa continuará buscando a exoneração de Glossip. O caso ganhou eco internacional, com apoio de figuras públicas, incluindo celebridades que passaram a defender a revisão do processo. A defesa afirmou gratidão à juíza pela decisão e reiterou a crença na inocência do seu cliente.
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