- O Senado francês rejeitou o Artigo dois do projeto de lei sobre o fim da vida por 151 votos a 118, definindo as condições para a assistência à morte como parte do texto.
- A Casa aprovou, por 325 votos a 18, a seção que reforça o acesso aos cuidados paliativos, enquanto o restante do projeto ainda passa por emendas.
- Organizações cristãs, evangélicas e católicas lançaram a campanha “A eutanásia é abandono” para mobilizar cidadãos a contatar parlamentares.
- O Comitê Protestante Evangélico pela Dignidade Humana e o Conselho Nacional de Evangélicos da França apoiam a iniciativa, destacando a proteção aos vulneráveis como argumento.
- O governo pretende votar o texto antes do recesso de verão, com retomada na Assembleia Nacional em junho e votação final prevista para julho, conforme avanços parlamentares.
O Senado francês voltou a rejeitar o projeto de lei sobre o fim da vida, em meio a uma ofensiva organizada por grupos cristãos. A votação ocorreu na segunda-feira, 12, com 151 votos contrários ao artigo que definia as condições para a morte assistida. A derrota parcial fragiliza o texto, que ainda recebe emendas.
Os senadores derrubaram o Artigo 2, essencial para as regras da prática. A proposta segue em análise com cerca de 700 emendas pendentes, enquanto o Senado aprovou, por 325 a 18, a seção que reforça o acesso aos cuidados paliativos.
Apesar do revés no Legislativo, o debate ganhou intensidade junto a organizações religiosas que atuam para influenciar a votação. Grupos evangélicos e católicos lançaram uma campanha nacional para mobilizar parlamentares.
Mobilização cristã
O Comitê Protestante Evangélico pela Dignidade Humana (CPDH) atua em parceria com quatro organizações católicas. A campanha “A eutanásia é abandono” disponibiliza modelos de cartas, argumentos e materiais de apoio para cristãos que desejem contatar deputados e senadores.
Romain Choisnet, do Conselho Nacional de Evangélicos da França, apoiou publicamente a iniciativa, destacando a responsabilidade social e a proteção aos vulneráveis. Segundo os organizadores, a voz da sociedade é fundamental para evitar que a morte seja tratada como solução.
Caminhos legislativos
O governo busca aprovação do texto antes do recesso de verão, mas existem divergências entre as casas. A Assembleia Nacional retoma a análise no início de junho, seguida de nova leitura no Senado e votação final prevista para julho.
Enquanto o debate avança, a pressão dos movimentos cristãos deve permanecer ativa, acompanhando de perto as decisões que moldarão o fim da vida na França.
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