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Tensão persiste no cemitério onde está o túmulo de El Mencho

Túmulo de El Mencho no cemitério de Guadalajara mantém-se protegido e cercado de temores, com visitas discretas e vigilância militar

Ainda há operações contra o CJNG, com detenções de possíveis sucessores
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  • O túmulo de Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, o El Mencho, fica sob uma tenda branca no cemitério Jardins da Paz, próximo a Guadalajara, Jalisco, no México.
  • O chefe do Cartel Jalisco Nueva Generation foi morto em 22 de fevereiro por forças federais em Tapalpa; o funeral ocorreu entre Guadalajara e Zapopan uma semana depois, com vigilância militar.
  • O local costuma receber visitas discretas, com rosas vermelhas e brancas ao redor do túmulo; não há vigília permanente, mas há relatos de homens não identificados rondando a área.
  • O túmulo de El Mencho tem três placas, incluindo uma superior com o nome, ano de nascimento (1966) e morte (2026) e uma imagem dele segurando um galo; o epitáfio cita Zapata.
  • Mesmo após a morte, especialistas e moradores seguem observando sensação de insegurança em Jalisco, com avaliação de que não houve uma onda de violência generalizada, mas o temor persiste para muitos.

Uma tenda branca permanente domina parte dos jardins do cemitério Jardins da Paz, perto de Guadalajara, Jalisco, no oeste do México. O abrigo protege o túmulo de Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, fundador do CJNG, alvo de recompensas internacionais.

El Mencho foi morto por forças federais em 22 de fevereiro, em Tapalpa, região montanhosa de Jalisco. A morte desencadeou episódios de violência em ao menos 20 estados, com saques, incêndios e confrontos entre criminosos e forças de segurança, segundo autoridades locais e federais.

O funeral ocorreu entre Guadalajara e Zapopan, cerca de uma semana após o falecimento. O velório foi offset pela vigilância militar, e o cortejo percorreu a região metropolitana sob escolta, atraindo atenção local.

Descrição do túmulo e do local

O caixão dourado repousa sob o túmulo protegido por três placas distintas: uma branca e duas pretas, em contraste com as lápides de granito fornecidas pelo cemitério. A placa superior traz o nome, anos de nascimento (1966) e morte (2026) de El Mencho, além de uma fotografia dele segurando uma galinha.

O epitáfio cita uma frase associada ao líder revolucionário Emiliano Zapata, e há agradecimentos aos pais, marido, avô e irmão, segundo a inscrição. Flores frescas, principalmente rosas, cercam o túmulo e trocas de arranjos ocorrem com frequência.

Entre familiares e visitantes, a presença de pessoas não ligadas ao cemitério é rara. Em visitas observadas, manter distância e evitar riscos é comum, com poucas fotografias registradas.

Reação e cenário de segurança

O cemitério, que se autodefine como modelo de equalização com lápides iguais, diverge visualmente do túmulo de El Mencho, gerando críticas entre familiares de outras vítimas e moradores. Alguns relatos indicam rondas de homens em motocicletas nas proximidades, sem vigília permanente no túmulo.

ADeathência de El Mencho não provocou, segundo especialistas consultados, uma escalada imediata de violência em todo o estado. A expectativa de uma revanche violenta não se confirmou, ainda que a organização siga atuando sob novas lideranças.

Especialistas destacam que o CJNG parece buscar reposicionamento, sem sinais claros de guerra aberta entre facções. A percepção de insegurança persiste entre moradores, mesmo com controle institucional mais rígido em algumas áreas.

Conclusões provisórias e impactos locais

A região de Jalisco permanece tensa, com respostas de segurança variando entre municípios. Em registros oficiais, a atuação do CJNG continua a ser monitorada, sem indicativos de pacificação completa ou retração de atividades.

Até março, Jalisco figurava entre os estados com altos índices de violência. Em 28 de abril, autoridades anunciaram a detenção de Audias Flores Silva, conhecido como El Jardinero, apontado como possível sucessor de El Mencho.

Osepas de segurança indicam que, mesmo com a liderança ausente, a Organização Criminosa Jalisco Nueva Generation mantém operações no estado. A população segue monitorando o comportamento do grupo e as ações das forças de segurança.

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