Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Trump busca abertura da China, mas foco do país hoje é doméstico

China foca consumo interno e líderes nacionais; abertura ao mercado americano ocorre, mas plataformas ocidentais continuam restritas

(Foto: REUTERS/Florence Lo)
0:00
Carregando...
0:00
  • Trump procura abrir o mercado chinês para empresas americanas, especialmente em tecnologia, serviços financeiros, plataformas digitais e propriedade intelectual, conforme analista entrevistado.
  • O 15º Plano Quinquenal da China foca no consumo interno, busca reduzir a dependência de exportações e investimento pesado e vincula crescimento da renda ao PIB.
  • Pequim investe em saúde, previdência, urbanização e estímulos diretos ao consumo, incluindo cerca de RMB 300 bilhões em programas de trocas de bens de consumo e subsídios universais para famílias com filhos.
  • Mesmo com maior consumo, a China continua priorizando campeões nacionais; empresas ocidentais enfrentam barreiras, e o crescimento tende a beneficiar principalmente companhias chinesas.
  • A China evoluiu desde 2017: PIB nominal esperado em torno de US$ 20 trilhões em 2026, liderança em setores estratégicos (veículos elétricos, baterias, IA); dominância global de baterias (cerca de 70%), e queda na participação das exportações para os EUA, de 19% para cerca de 10%, além de fragilidades como o setor imobiliário e baixa taxa de natalidade.

A China que recebe o presidente Donald Trump nesta semana vive um paradoxo. O país precisa de mais consumo interno, mas não quer depender de empresas americanas para sustentar esse crescimento. A leitura é de Theo Paul Santana, especialista em negócios China/Brasil.

Santana ressalta que Trump busca abrir o mercado chinês, principalmente em tecnologia, serviços financeiros, plataformas digitais e propriedade intelectual. Já o 15º Plano Quinquenal da China foca em fortalecer o consumo doméstico e reduzir a dependência de exportações e investimento pesado.

Foco no consumo interno

Segundo o especialista, o modelo baseado apenas em indústria e exportações chegou ao limite. O consumo das famílias representa cerca de 40% do PIB, abaixo da média global e dos EUA, em torno de 68%. O governo vincula crescimento de renda ao PIB.

O governo anunciou investimentos em saúde, previdência, urbanização e estímulos diretos ao consumo. Em programas de troca de bens, como veículos e eletrodomésticos, foram destinados RMB 300 bilhões. Subsidies universais para famílias com filhos também foram ampliadas.

Demais mudanças na economia

Santana observa que aumentar o consumo não implica abrir espaço para empresas ocidentais. Mesmo com foco no consumo, a China prioriza campeões nacionais. Plataformas americanas permanecem bloqueadas e o setor financeiro mantém barreiras.

Em relação a 2017, o país evoluiu de uma fábrica dominante para uma economia com avanço tecnológico. O PIB nominal deve chegar próximo a US$ 20 trilhões em 2026, com queda relativa da dependência de exportações.

Avanços e fragilidades

No setor de veículos elétricos, a participação chinesa é dominante: 8 em cada 10 EVs vendidos globalmente hoje são chineses, e o país controla cerca de 70% da cadeia de baterias. Contudo, o setor imobiliário enfrentou queda após a crise da Evergrande.

O país também encara uma bomba demográfica: queda populacional há quatro anos e uma das menores taxas de natalidade do mundo, o que impacta o crescimento interno a longo prazo. A dependência de mercados externos diminuiu.

Novos horizontes de atuação

A China diversificou seus mercados desde 2017, reduzindo participação dos EUA em suas exportações de 19% para perto de 10%. O país fortaleceu relações com ASEAN, Oriente Médio, África e América Latina, reorganizando sua cadeia econômica global.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais