- Trump e Xi Jinping discutiram a guerra contra o Irã em Pequim e editaram a posição sobre o Estreito de Ormuz, destacando a abertura da passagem e que o Irã não deve obter armas nucleares.
- O encontro ocorreu enquanto novos ataques contra embarcações próximos ao estreito eram registrados, incluindo um navio da Índia na costa de Omã.
- A UK Maritime Trade Operations informou que pessoas não autorizadas embarcaram em um navio ancorado em Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e o conduziam em direção ao Irã.
- O Irã divulgou mapas ampliados de áreas sob controle e anunciou acordos para permitir a passagem de alguns navios, incluindo japoneses e chineses.
- Segundo a Casa Branca, Trump e Xi concordaram que o estreito deve permanecer aberto, reforçando o interesse de manter livre o comércio na região.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, discutiram a guerra contra o Irã em Pequim nesta quinta-feira (14). O encontro ocorreu enquanto novos ataques a embarcações foram registrados perto do Estreito de Ormuz. A conversa ocorreu em meio a tensões regionais e a tentativa de reduzir o risco de escalada.
Segundo a Casa Branca, os dois líderes concordaram que o estreito deve permanecer aberto e que o Irã não deve obter armas nucleares. A reunião coincidiu com relatos de ataques a navios na região e com negócios de energia fortemente dependentes do tráfego pelo canal estratégico.
Episódios recentes no Golfo
A Índia informou que um de seus navios foi atacado na costa de Omã, sem detalhes detalhados, mas afirmou que toda a tripulação está segura. A UKMTO também registrou movimentação incomum: pessoas não autorizadas ingressaram em um navio ancorado em Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.
A área é sensível porque Fujairah recebe parte das exportações de petróleo que chegam ao mercado internacional. O Irã divulgou mapa ampliado de áreas que afirma controlar próximo ao litoral, aumentando a pressão sobre rotas marítimas.
Avanços diplomáticos e posições
A notícia divulgada pela agência iraniana Fars destacou acordos para a passagem de alguns navios chineses. O porta-voz do Judiciário iraniano afirmou que apreensões de navios-tanque de EUA ocorrem conforme leis nacionais e internacionais.
Autoridades da Casa Branca afirmaram que, após a reunião, permanecem as expectativas de cooperação para manter as vias de passagem abertas e impedir a obtenção de armamentos nucleares pelo Irã. A China é um ator estratégico próximo ao Irã e seu principal comprador de petróleo.
Olhar internacional e contexto
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse em entrevista que a China pode colaborar para abrir o estreito, considerando alinhamento de interesses. A diplomacia para encerrar o conflito está sob impasse desde as últimas rejeições mútuas de propostas.
O Irã passou a restringir, desde há bastante tempo, a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz. Estados Unidos e Israel suspenderam ataques no mês passado, mas mantiveram bloqueios e medidas de contenção tomadas contra o Irã.
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