- O diretor da CIA, John Ratcliffe, chegou a Havana nesta quinta-feira (14) para levar a mensagem de Trump de que os EUA estão dispostos a negociar temas econômicos e de segurança, mas apenas se Cuba fizer mudanças fundamentais.
- Washington afirma que pode avançar em diálogo econômico e de segurança, condicionando-se a mudanças estruturais na ilha.
- Ratcliffe se reuniu com autoridades cubanas, entre elas o ministro do Interior, Lázaro Álvarez Casas, e integrantes dos serviços de inteligência; Havana disse que o objetivo é contribuir para o diálogo político.
- A visita tem peso simbólico, sendo o mais alto cargo do governo americano a visitar Cuba desde o endurecimento da postura dos EUA contra o regime cubano.
- Desde janeiro, os EUA bloquearam o abastecimento de combustível a Cuba, agravando apagões e a crise econômica; há oferta de ajuda humanitária de US$ 100 milhões, via Igreja Católica e ONGs, desde que distribuída independentemente do governo cubano.
O diretor da CIA, John Ratcliffe, chegou nesta quinta-feira (14) a Havana para transmitir uma mensagem direta ao governo cubano. Washington exige mudanças consideradas “fundamentais” em Cuba para abrir espaço a negociações. A visita representa uma das fases mais tensas entre os dois países nas últimas décadas.
Segundo fontes ligadas à CIA, Ratcliffe foi expressivo ao afirmar que os EUA estão dispostos a dialogar sobre temas econômicos e de segurança, desde que ocorram reformas profundas na ilha. A mensagem foi confirmada pelo governo cubano.
Contato e resposta de Havana
Cuba divulgou que o encontro com Ratcliffe contou com representantes do regime, incluindo o ministro do Interior, Lázaro Álvarez Casas, e autoridades de serviços de inteligência. O governo cubano afirmou buscar o avanço de um diálogo político com os EUA.
O comunicado cubano negou que Cuba seja ameaça à segurança dos EUA e alegou ter apresentado evidências para afastar acusações de apoio a atividades hostis. A nota ocorre em meio a suspeitas sobre a presença chinesa em áreas sensíveis.
Contexto econômico e social
Desde janeiro, os EUA restringiram o fornecimento de combustível a Cuba, agravando a crise energética. A situação afeta usinas, hospitais, escolas e serviços públicos, aumentando faltas de água e alimento.
Nesta semana, o governo cubano enfrentou protestos em Havana, com bloqueios de vias e manifestações contra os apagões. Autoridades locais afirmam buscar normalizar serviços básicos, diante da pressão popular.
Ajuda humanitária e condições
O secretário de Estado americano reiterou, nesta semana, uma oferta de US$ 100 milhões em assistência humanitária para a população cubana. A entrega exige que a ajuda seja viabilizada por organizações independentes e pela Igreja Católica, sem passagem pelo governo cubano.
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