- Xi Jinping afirmou que as relações China-EUA são as mais importantes do mundo, durante banquete de Estado em Pequim para o presidente dos EUA, Donald Trump.
- Os líderes realizaram uma reunião de quase duas horas para tratar de comércio, petróleo e Irã, segundo a Casa Branca.
- Trump classificou a visita como uma grande honra e convidou Xi e a esposa, Peng Liyuan, para a Casa Branca em setembro.
- A delegação de Trump inclui CEOs como Elon Musk, Tim Cook e Jensen Huang, além da visita ao Templo do Céu.
- Ambos concordaram em ampliar a cooperação econômica e definiram a relação como construtiva, estratégica e estável para os próximos três anos.
As relações entre China e EUA foram tema central de um encontro de alto nível em Pequim entre Xi Jinping e Donald Trump. O banquete de Estado ocorreu nesta quinta-feira (14/5). O objetivo declarado foi discutir cooperação econômica, comércio, petróleo e questões regionais, incluindo o Irã. O tom foi de cordialidade e abertura ao diálogo.
Durante a reunião de quase duas horas, ambos discutiram medidas para ampliar o comércio e o investimento entre as duas maiores economias do mundo. A visita de Trump também incluiu encontros com empresários de grande peso no setor tecnológico e industrial, além de uma visita ao Templo do Céu.
No discurso de Xi no jantar, o presidente chinês afirmou que a relação bilateral é a mais importante do mundo, somando 1,7 bilhão de pessoas. Ele sinalizou que o grande rejuvenescimento da China e a ideia de progresso dos EUA podem seguir caminhos próximos.
Trump classificou a visita como uma honra e convidou Xi e a esposa para visitar a Casa Branca em setembro. A agenda incluiu referências a uma relação econômica mais aberta, com foco em ampliar o acesso de empresas americanas ao mercado chinês e incentivar investimentos chineses em setores industriais dos EUA.
A comitiva presidencial norte‑americana contou com CEOs de grande peso, como Elon Musk, Tim Cook e Jensen Huang. A presença empresarial serviu para enfatizar o aspecto comercial da reunião e sinalizar possíveis acordos setoriais.
Entre os temas da conversa, também esteve a tensão sobre Taiwan e a necessidade de manter o Estreito de Ormuz aberto, com foco na continuidade do fluxo de energia. As partes não divulgaram detalhes sobre os resultados ou eventuais compromissos concretos.
Ao final do dia, os líderes concordaram em moldar a relação bilateral como construtiva, estratégica e estável para os próximos três anos. Analistas destacam a significativa simbologia de Pequim ao receber Trump com cerimônia de grande escala.
A imprensa internacional observa se a cúpula poderá redefinir o tabuleiro entre as duas potências, especialmente diante de desafios econômicos chineses, como desaceleração, setor imobiliário em crise e endividamento local. O próximo encontro acontece nesta sexta-feira.
Na visão de analistas, a reunião não traz apenas promessas de maior cooperação econômica, mas também uma demonstração de força geopolítica para sinalizar ao mundo que a China está disposta a dialogar em condições de igual para igual com os EUA.
Nenhuma conclusão final foi anunciada durante a cerimônia.
Notas: a cobertura baseou-se em informações da BBC, com relatos de Laura Bicker, correspondente na China.
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