- Surto confirmado de Ebola na província de Ituri, RD Congo, com 65 mortes em 246 casos suspeitos até o momento.
- Casos foram relatados principalmente nas zonas de Mongwalu e Rwampara; quatro mortes ocorreram entre os casos confirmados e Bunia também registrou suspeitos.
- A cepa pode não ser originária do Zaire; o sequenciamento está em andamento para melhor caracterizá-la.
- Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças convocará reunião urgente com Congo, Uganda, Sudão do Sul e parceiros globais para reforçar vigilância e resposta transfronteiriça.
- A OMS já mobilizou quarenta e cinco milhões? não, US$ 500.000 (documento original) para apoio à vigilância, rastreamento de contatos, testes e atendimento clínico; 13 casos positivos confirmados no total.
O surto de Ebola na RD Congo foi confirmado na província de Ituri, com 65 mortes e 246 casos suspeitos até o momento. A confirmação foi anunciada pela principal agência de saúde pública da África nesta sexta-feira.
Casos e mortes foram relatados principalmente nas zonas de Mongwalu e Rwampara, com quatro mortes entre os casos já confirmados em laboratório. Também houve notificações de casos suspeitos em Bunia, capital da província.
A OMS informou que as primeiras amostras testaram positivo na quinta-feira. O país já recebeu apoio técnico, incluindo uma equipe enviada pela organização para investigação e resposta.
Cepa e sequenciamento
As descobertas iniciais indicam a presença de uma cepa diferente da Zaire, tradicional na região. O sequenciamento está em andamento para caracterizar a nova variante e orientar a resposta.
Jean-Jacques Muyembe, médico congolês, disse que quase todos os surtos anteriores no Congo foram da cepa Zaire, exceto um. A mudança de cepa pode influenciar a eficácia de tratamentos e vacinas existentes.
Coordenação regional e contexto
A CVA/AIDS confirma reunião urgente com representantes do Congo, Uganda, Sudão do Sul e parceiros globais para reforçar vigilância transfronteiriça. O Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças destacou o risco de disseminação em contextos urbanos.
Jean Kaseya, diretor-geral do CDC da África, ressaltou a necessidade de rápida coordenação regional devido ao fluxo populacional e à mobilidade associada à mineração nas áreas afetadas, próximas a Uganda e ao Sudão do Sul.
A OMS liberou 500 mil dólares do fundo de contingência para emergências, com foco em vigilância, rastreamento de contatos, testes e atendimento clínico. A organização também enviou uma equipe de apoio à investigação.
Este surto ocorre em meio a uma escalada de violência em Ituri, que compromete serviços de saúde e agrava a crise humanitária na região, conforme relatos de médicos sem fronteiras.
O Ebola permanece como doença grave e frequentemente fatal, disseminada por fluidos corporais. O novo surto é o 17º registrado no Congo desde 1976, com o último grande episódio em Kasai encerrado em dezembro.
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