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Ataque massivo russo na capital da Ucrânia deixa 24 mortos

Ataque russo a Kiev, com 675 drones e 56 mísseis, deixa 24 mortos e 47 feridos, em meio a breve trégua, com troca de 205 prisioneiros de cada lado

Serviços de salvamento resgatam corpo após ataque russo em Kiev
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  • Ataque russo a Kiev com drones e mísseis deixou pelo menos 24 mortos e 47 feridos; defesa aérea interceptou a maioria, com 652 drones e 41 mísseis abatidos, entre 675 drones e 56 mísseis lançados.
  • Prédio residencial de nove andares foi destruído; outras estruturas atingidas incluem uma escola e uma clínica veterinária; cidade entrou em luto com bandeiras a meio mastro.
  • O ataque ocorreu poucos dias após uma trégua de três dias e representa nova escalada no confronto entre Rússia e Ucrânia.
  • Várias nações condenaram os bombardeios; o presidente ucraniano afirmou que a ofensiva mostra que a Rússia não busca encerrar o conflito.
  • Também foi anunciada uma troca de 205 prisioneiros de guerra de cada lado, mediada pelos Emirados Árabes Unidos; muitos detidos desde 2022 já deixaram cativeiro.

Na capital da Ucrânia, Kiev, um ataque massivo envolvendo drones e mísseis deixou 24 mortos e 47 feridos, de acordo com os serviços de emergência locais. O ataque ocorreu na noite de quinta-feira, enquanto o país buscava manter o ritmo de uma trégua recente. Grandes explosões e clarões iluminavam o céu, e civis buscaram abrigo em estações de metrô.

A força aérea ucraniana informou que a Rússia lançou 675 drones e 56 mísseis, com a maioria atingindo Kiev. Defesas aéreas teriam interceptado 652 drones e 41 mísseis, mas o dano a prédios e infraestruturas civis foi significativo. Um edifício residencial de nove andares foi totalmente destruído.

Entre os alvos atingidos estão uma escola, uma clínica veterinária e outras estruturas civis, segundo o presidente Volodímir Zelenski. Um morador relatou cenas de pânico perto dos escombros, com familiares buscando pessoas desaparecidas.

Troca de prisioneiros

As negociações sobre troca de prisioneiros também foram anunciadas, com 205 militares de cada lado sendo liberados nesta sexta-feira. O Ministério da Defesa russo informou que a troca ocorreu sob mediação humanitária dos Emirados Árabes Unidos, enquanto os prisioneiros russos já estavam em Belarus recebendo assistência médica e psicológica.

Zelenski confirmou a liberação, destacando que muitos civis libertados estavam detidos desde 2022. A operação é apresentada como parte de um acordo maior ainda em construção com potenciais contraprestações de outros países.

Repercussões e contexto

O ataque segue uma sequência de ataques aéreos entre Rússia e Ucrânia, com outras regiões como Odessa, Kherson e Kharkiv registrando vítimas. Na agenda internacional, países como Reino Unido, França e União Europeia condenaram as ações, pedindo retorno a negociações e respeito ao direito humanitário.

Autoridades russas afirmaram ter atingido infraestruturas energéticas e áreas ligadas ao setor militar ucraniano. A escalada vem ocorrendo pouco após uma trégua mediada pelos EUA, que gerou expectativas de redução das hostilidades, mas acabou desrespeitada por ambas as partes.

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