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BRICS não emite declaração conjunta por divergências sobre Irã

Brics encerra reunião de chanceleres sem declaração conjunta, refletindo divergências sobre a guerra no Irã e impactos diplomáticos regionais

Os ministros das Relações Exteriores de países-membros do Brics reunidos em Nova Délhi, na Índia. 14/05/2026
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  • A reunião de dois dias dos chanceleres do Brics, em Nova Délhi, terminou sem declaração conjunta, refletindo racha sobre a guerra no Irã; o bloco é composto por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos.
  • Na véspera, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, pediu aos membros que condenassem ataques dos Estados Unidos e de Israel e acusou os Emirados Árabes Unidos de envolvimento direto nas operações, dizendo que Teerã é vítima de expansionismo ilegal.
  • A declaração final indicou divergências entre membros sobre a situação na região da Ásia Ocidental/Oriente Médio, com posições nacionais diferentes conforme o documento.
  • As negociações trataram da necessidade de respeitar o direito internacional e do comércio marítimo seguro, mencionando o Estreito de Ormuz, e reiteraram que a Faixa de Gaza é parte do Território Palestino Ocupado, com direito à autodeterminação.
  • Araqchi afirmou que não tem problema com os Emirados Árabes Unidos no atual conflito, alegando que ataques atingiram apenas bases militares americanas em território emiradense, e mostrou expectativa de entendimento entre Brics no próximo encontro.

O Brics encerrou sua reunião de chanceleres em Nova Délhi, após dois dias de debates, sem uma declaração conjunta. A ausência do texto reflete divergências internas sobre a guerra no Irã.

O bloco reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos. O encontro aconteceu na capital indiana, sob a presidência da Índia.

Na véspera, o ministro das Relações Exteriores do Irã pediu aos membros que condenassem os ataques dos EUA e de Israel ao país e citou envolvimento direto dos Emirados Árabes Unidos nas operações militares. Ele também acusou o que chamou de expansionismo ilegal e belicismo ocidentais.

Na declaração final, a presidência destacou que houve divergências entre alguns membros quanto à situação na região da Ásia Ocidental. Os países apresentaram suas posições nacionais, com preocupações variadas, de acordo com o texto.

Entre os pontos discutidos, houve menção ao respeito ao direito internacional e à proteção do comércio marítimo, em referência ao Estreito de Ormuz, fronteira estratégica que tem sido alvo de bloqueios. O documento reforçou ainda que a Faixa de Gaza é parte do território palestino ocupado, defendendo o direito do povo palestino à autodeterminação e à criação de um Estado independente.

O chanceler iraniano afirmou que não guarda ressentimentos específicos contra os Emirados Árabes Unidos, ressaltando que a reação de Teerã foi contra alvos militares norte-americanos localizados no território emiradense. Ele manifestou a expectativa de que o cenário se transforme no próximo encontro do Brics e que haja entendimento entre o Irã e as nações vizinhas para conviverem em paz.

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