- A China afirmou que a guerra no Irã “não deveria ter acontecido” e não tem “nenhum sentido”, buscando uma forma rápida de resolver a situação.
- Em Pequim, durante reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, Xi teria oferecido ajuda para reabrir o Estreito de Ormuz.
- Os dois teriam concordado que Teerã não deve ter armas nucleares e buscaram fortalecer uma relação estratégica estável entre China e Estados Unidos, com competição moderada.
- Xi destacou que a questão de Taiwan é o tema mais importante nas relações sino-americanas, alertando sobre o risco de conflito caso não haja gerenciamento adequado.
- Sobre o Estreito de Ormuz, a Guarda Revolucionária Islâmica informou que cerca de 30 navios cruzaram com a permissão do Irã, após entendimentos com Pequim, e o Irã mantém o estreito aberto a embarcações que cooperem com suas forças navais.
A China disse nesta sexta-feira, 15, que a guerra no Irã não deveria ter acontecido e não faz sentido. A declaração saiu após uma reunião de alto nível entre Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim. Segundo o presidente dos EUA, Xi ofereceu ajuda para reabrir o Estreito de Ormuz e ambos concordaram que Teerã não deve possuir armas nucleares.
Xi e Trump discutiram questões sensíveis, do Oriente Médio a Taiwan. A Casa Branca afirmou que o encontro evidenciou oposição à militarização do estreito e a cobrança de pedágio pelo seu uso, além de interesse chinês em ampliar compras de petróleo americano para reduzir dependência futura.
O Ministério das Relações Exteriores da China ressaltou que os chefes de Estado trataram de situações internacionais e regionais, incluindo a crise ucraniana e a península coreana, buscando uma relação estratégica estável com competição moderada. A China reafirmou compromisso com desenvolvimento estável das relações sino-americanas.
Por outro lado, a imprensa estatal advertiu que a questão de Taiwan continua sendo o tema mais sensível nas relações entre os dois países, com Pequim destacando riscos de conflito caso a gestão da questão seja ruim. A nota ressalta que qualquer escalada pode colocar em risco toda a relação bilateral.
Permissão para navios no Estreito de Ormuz
Ainda nesta quinta, a Guarda Revolucionária Islâmica informou que cerca de 30 navios cruzaram o Estreito de Ormuz com permissão do Irã desde a noite de quarta. A Fars News divulgou que o trânsito também inclui navios chineses, após entendimento entre Teerã e Pequim.
Segundo a agência iraniana, o Irã aceitou protocolos de gestão iranianos para a passagem pela rota, que conecta uma parcela relevante do comércio mundial de petróleo. O Irã tem aumentado o controle sobre o estreito desde 28 de fevereiro, restringindo a passagem de embarcações ligadas a Israel, aos EUA ou a países aliados.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reiterou que o Estreito de Ormuz está aberto a embarcações comerciais, desde que cumpram as instruções das forças navais iranianas. A região continua sob monitoramento internacional em meio a tensões entre potências.
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