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China promete compras agrícolas dos EUA, mas sem detalhes afeta soja e algodão

China promete compras bilionárias de produtos agrícolas dos EUA, mas falta de detalhes derruba as cotações, com soja e algodão em baixa

Agricultores dos EUA seguem à espera de sinais concretos de retomada do comércio com a China (Foto: Christopher Dilts/Bloomberg)
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  • A China promete comprar dois dígitos de bilhões de dólares em produtos agrícolas dos EUA anualmente nos próximos três anos, segundo o representante comercial dos EUA.
  • O acordo não foi detalhado: volumes, cronograma e setores específicos permanecem sem informações claras.
  • As cotações refletiram a falta de detalhes: a soja atingiu o menor valor em três semanas e o algodão caiu no limite diário de negociação.
  • Trump afirmou em rede de televisão que a China compraria bilhões de dólares em soja, mas não houve anúncio de novo acordo.
  • Houve sinais de progressos, como a renovação de registros de exportação de carne bovina dos EUA pela China, segundo a gestão de comércio.

A China prometeu ampliar as compras de produtos agrícolas dos EUA, mas faltaram detalhes específicos. A visita do presidente Donald Trump à China não ofereceu garantias claras para os produtores americanos, mantendo o mercado sem sinais concretos.

Representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou à Bloomberg Television que a China deve comprar “valores de dois dígitos em bilhões” de produtos agrícolas anuais nos próximos três anos, abrangendo soja e demais itens. Ainda não houve anúncio de acordo.

Trump comentou aos jornalistas a bordo do Air Force One que a China compraria bilhões de dólares em soja, sem apresentar novos termos. Enquanto isso, o mercado reagiu com quedas: soja e milho recuaram, e o algodão caiu perto do limite diário.

Pouco depois, analistas destacaram que os volumes e o cronograma das compras seguem incertos. Agricultores aguardam um acordo robusto, que possa sustentar preços diante dos custos elevados com insumos e das tensões geopolíticas.

Produtores ouvidos pelo veículo ressaltaram que negociações ainda não definiram como as cargas serão distribuídas ao longo do tempo. O receio é de que a soja venha a ser tratada como moeda de troca em negociações futuras.

Antes da visita, Pequim já havia sinalizado intenção de retomar comércio agrícola e criou a perspectiva de acordos para acompanhar o avanço em outros setores. A expectativa é de que haja mecanismos formais para solucionar entraves ao mercado.

Dados do Departamento de Agricultura dos EUA indicam que, em 2024, as exportações americanas para a China somaram cerca de US$ 24 bilhões, com soja respondendo pela maior parte. A China costuma comprar após as colheitas, pela disponibilidade de oferta.

Mesmo com promessas anteriores, as vendas adicionais não se confirmaram de imediato. O recuo recente nos preços reflete a incerteza sobre se haverá um acordo amplo ou apenas retomadas pontuais.

A reunião entre líderes das duas maiores economias reforçou a ideia de criar conselhos conjuntos para tratar de acesso aos mercados, segundo Wang Yi, ministro das Relações Exteriores da China. Autoridades não divulgaram prazos precisos.

As autoridades chinesas afirmaram que as negociações devem progredir com transparência, ampliando cooperação agrícola e de outros setores. Traders lembraram que o comércio ainda não voltou aos níveis pré-conflito entre os dois países.

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