- A marcha do Dia de Jerusalém reuniu nacionalistas israelenses com cânticos de “morte aos árabes” e “Gaza é um cemitério”, elevando as tensões.
- A data relembra a captura da metade oriental de Jerusalém durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
- O desfile percorre o bairro muçulmano, do Portão de Damasco ao Muro das Lamentações, com bandeiras nacionais; palestinos costumam fechar lojas e retornar ao fim do dia.
- O Standing Together, grupo que protege moradores, registrou cerca de 400 voluntários vestindo coletes roxos, segundo um dos organizadores.
- O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, posou com a bandeira em frente à mesquita de Al-Aqsa e afirmou, em rede social, ter devolvido a governança ao Monte do Templo.
Na marcha anual do Dia de Jerusalém, nacionalistas israelenses entoaram gritos contra árabes e declararam Gaza como um cemitério, diante da Cidade Velha. O ato ocorreu na quinta-feira, 14 de maio de 2026, em Jerusalém, e é baseado na comemoração da captura da metade oriental da cidade em 1967.
O percurso seguiu o Bairro Muçulmano, partindo do Portão de Damasco até o Muro das Lamentações. Ao longo do trajeto, os participantes exibiam a bandeira de Israel. Comunidades palestinas fecharam lojas e buscaram evitar confrontos durante o evento.
Entre os episódios de tensão, houve invasão de um estabelecimento por jovens de grupos judaicos de direita, que atiraram cadeiras contra palestinos; a resposta veio com relatos de confrontos que foram contidos pela polícia. Parte dos moradores da Cidade Velha deixou a área antes do assentimento do evento.
Após a saída de parte dos palestinos, o grupo Standing Together, que atua para proteger moradores locais, ganhou relevância no acompanhamento da noite. Suf Patishi, organizador, informou à imprensa que o número de voluntários atingiu um recorde de cerca de 400, com coletes de alta visibilidade.
O relato aponta ainda que, em meio à tensão, houve críticas a gritos de hostilidade. Um entrevistado judeu ultraortodoxo afirmou desaprovar o comportamento violento e destacou a necessidade de respeitar registros religiosos, para evitar profanação de símbolos.
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