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Diretor da CIA visita Cuba em meio ao agravamento da crise na ilha

Visita do diretor da CIA a Havana, após EUA renovarem oferta de US$ 100 milhões, visa diálogo econômico e cooperação em segurança diante da crise energética

Em Havana, pessoas caminham ao lado de uma grande lixeira incendiada na noite anterior em protesto contra os prolongados apagões - (crédito: EPA/Shutterstock)
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  • O diretor da CIA, John Ratcliffe, reuniu-se em Havana com o ministro do Interior cubano, após os EUA anunciarem a renovação de ajuda de US$ 100 milhões para amenizar os efeitos do embargo petrolífero.
  • O comunicado cubano disse que a reunião buscou melhorar o diálogo e que autoridades americanas foram informadas de que Havana não representa ameaça à segurança dos EUA.
  • Um funcionário da CIA afirmou à CBS News que os EUA estão prontos para se engajar em questões econômicas e de segurança, desde que Cuba implemente mudanças fundamentais.
  • A crise de combustível deixou hospitais com funcionamento prejudicado, escolas e repartições públicas fechadas e caiu o turismo, principal motor econômico de Cuba.
  • O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, disse que as condições melhores ocorreriam com a suspensão do embargo; as negociações entre Cuba e Estados Unidos começaram, mas perderam força diante do bloqueio.

O diretor da CIA, John Ratcliffe, reuniu-se em Havana com o chefe da polícia política cubana, no Ministério do Interior, após os EUA renovarem uma ajuda de US$ 100 milhões para mitigar os efeitos do bloqueio ao petróleo. A reunião visou manter o diálogo e esclarecer que Cuba não representa ameaça à segurança dos EUA, segundo um comunicado cubano.

Um funcionário da CIA disse à CBS News que Washington está disposto a avançar em questões econômicas e de segurança, contanto que Cuba implemente mudanças estruturais. A crise energética ampliou problemas como escassez de combustível, afetando hospitais, escolas e serviços públicos.

O petróleo bloqueado pelos EUA afeta o setor de transporte, o turismo e a economia cubana como um todo. Hospitais passaram a enfrentar dificuldades operacionais e várias repartições públicas fecharam ou reduziram atividades por falta de combustível.

Separadamente, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel sugeriu que o fim do bloqueio seria a melhor via para melhorias rápidas, em vez de novas ajudas condicionadas. O discurso ocorreu no contexto de tensões com Washington.

Participaram da reunião Raúl Rodríguez Castro, ministro do Interior Lázaro Álvarez Casas e o chefe dos serviços de inteligência de Cuba, segundo o relato da CIA. O encontro teria levado a mensagem do então governo americano de abrir espaço para cooperação.

O comunicado cubano destacou o interesse de ampliar a cooperação bilateral entre as agências de aplicação da lei e a cooperação para segurança regional e internacional. O objetivo, segundo Havana, é reduzir o espaço de atuação de adversários no Hemisfério.

Na semana anterior, o Departamento de Estado dos EUA renovou a oferta de ajuda humanitária, em coordenação com instituições como a Igreja Católica e organizações independentes. A decisão depende da aceitação pelo regime cubano.

O chanceler cubano Bruno Rodríguez afirmou que ainda não ficou claro se a ajuda seria em dinheiro ou em bens materiais. Ele reiterou que reduzir o bloqueio energético, econômico e comercial seria a forma mais eficaz de apoio.

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