- Fu Cong, embaixador da China na ONU, criticou a proposta de resolução dos EUA e Bahrein sobre o Estreito de Ormuz, dizendo que o conteúdo e o momento não são adequados.
- O texto exige que o Irã cesse ataques e a instalação de minas no estreito.
- Diplomatas avaliam que a resolução provavelmente enfrentará vetos de Rússia e China caso vá a votação.
- Fu afirmou que, se a China estivesse à frente do Conselho de Segurança, a resolução não seria submetida à votação.
- A fala ocorre após a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, na qual foi reiterada a oposição à militarização do estreito e a cobrança de pedágio pela passagem.
O embaixador da China na ONU, Fu Cong, criticou uma proposta de resolução apresentada pelos EUA e pelo Bahrein sobre o Estreito de Ormuz. Segundo ele, o conteúdo e o momento não são adequados e a aprovação não ajudaria a reduzir o conflito no Oriente Médio.
A proposta exige que o Irã interrompa ataques e a instalação de minas no estreito. Diplomatas apontam que, caso seja levada a votação, é provável que enfrente vetos de Rússia e China, que vetaram uma resolução semelhante no mês anterior por considerar a iniciativa tendenciosa contra o Irã.
A missão da China na ONU afirmou que, mesmo sendo presidente rotativo do Conselho de Segurança, a decisão sobre a pauta caberia aos países autores da resolução, desde que haja pedido formal. Até o momento, nenhum pedido foi apresentado.
A China não comentou diretamente o tema após a reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, que encerrou nesta sexta-feira. A Casa Branca informou que os dois concordaram em manter o estreito aberto, e Xi se manifestou contra a militarização da rota e a cobrança de pedágio pela utilização.
O Ministério das Relações Exteriores da China expressou frustração com o atual conflito envolvendo o Irã, afirmando que o enfrentamento não deveria ter ocorrido e não tem justificativa para continuar.
Contexto na ONU
Fu Cong afirmou que a prioridade é estimular negociações sérias entre as partes para uma solução de boa-fé, e que aprovar a resolução neste estágio não seria útil. O embaixador reforçou a posição da China durante entrevista publicada pelo portal Pass Blue.
Desdobramentos e próximos passos
Autores da resolução ainda não apresentaram pedido formal para votação, segundo a missão chinesa. O tema permanece sem confirmações sobre data de votação e sobre o posicionamento de outros membros do Conselho de Segurança. A posição chinesa permanece como fator relevante no debate.
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