- Larysa Navrotska, funcionária dos correios ucranianos em Vasylkivka, no leste da Ucrânia, arrisca a vida para entregar correspondências, aposentadorias e medicamentos sob constante ameaça de drones russos perto da linha de fronteira.
- O serviço atende cerca de seis mil e quinhentos moradores por mês, com o motorista Vitalii; hoje visitam três vilarejos, cujo público mais fiel são aposentados.
- Ao longo de quatro anos de guerra, ataques russos danificaram ou destruíram mais de cincocentos postos de correios no país; caminhões de entrega também são alvos por transportar peças de drones para as tropas da linha de frente.
- No mínimo nove trabalhadores dos correios foram mortos no trabalho; o Ministério da Defesa da Rússia não respondeu a pedidos de comentário.
- A guerra elevou a necessidade de entrega de alimentos em algumas comunidades; após receberem as pensões, alguns moradores ajudam as trabalhadoras para apoiar a luta, e o posto é visto como essencial pela comunidade.
Larysa Navrotska arrisca a vida para entregar correspondência, cheques de aposentadoria e remédios a comunidades remotas da Ucrânia, sob a constante ameaça de drones russos na linha de frente. O serviço tornou-se ainda mais essencial desde o início da guerra.
Ela faz parte de um exército discreto, porém corajoso, de trabalhadores postais que conectam comunidades próximas ao front com o mundo externo. Em Ucrposhta, atuar no leste do país frequentemente exige entrar em áreas de frente perigosas.
Ao longo de quatro anos de conflito, ataques russos danificaram ou destruíram mais de 500 postos postais ucranianos. Caminhões de entrega, como o de Larysa, também são alvos por transportarem peças de drones para tropas na linha de frente. Não houve resposta imediata do Ministério da Defesa russo a pedidos de comentário.
Pelo menos nove trabalhadores dos correios foram mortos no serviço. Larysa e seu motorista, Vitalii, atendem aproximadamente 6.500 pessoas por mês. Hoje, passam por três vilarejos durante a rota.
Além de entrega de correspondência, Larysa leva renda, mantimentos, medicamentos, notícias e uma conversa aos moradores que vivem isolados. O posto em Vasylkivka, cidade natal de Larysa, é a última agência física na estrada que leva à frente.
Hoje, a chefe da Ukrposhta visitou a equipe. O conflito elevou a demanda por entrega de alimentos em alguns vilarejos. Após receberem as pensões, alguns moradores doam parte do que possuem para apoiar os trabalhadores.
A comunidade tem sido a força motriz de Larysa manter-se na estrada ao longo dos anos, segundo relatos locais.
Riscos, serviço e impacto comunitário
- O papel de Ukrposhta inclui manter a ligação entre regiões próximas à linha de frente e o restante do país, mesmo com danos materiais significativos.
- Além de correspondência, a entrega envolve itens essenciais que sustentam muitas famílias e ajudam na manutenção de serviços básicos.
- O tema destaca a relação entre a população local, a logística postal e o esforço de guerra na região leste da Ucrânia.
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