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Executivos americanos ainda não apresentam resultados da viagem à China

Executivos dos EUA buscam reaproximação com a China na cúpula, com possível anúncio de 200 aviões Boeing e avanços ainda limitados na venda do chip H200

O presidente dos EUA, Donald Trump, observa ao lado do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, Jensen Huang, fundador, presidente e CEO da Nvidia, do CEO da Tesla, Elon Musk, do CEO da Apple, Tim Cook, e outros, durante uma cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo, em Pequim, China, em 14 de maio de 2026. REUTERS/Maxim Shemetov/Pool/Foto de Arquivo
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  • Executivos poderosos dos EUA, incluindo Elon Musk e Jensen Huang, estiveram em Pequim para uma cúpula de liderança, buscando reacender laços comerciais com a China.
  • A delegação também contou com representantes de Apple, Meta, Boeing, Cargill e Goldman Sachs, destacando a importância do mercado chinês mesmo em meio a tensões geopolíticas.
  • O objetivo da visita foi gerar boa vontade política, não apenas ganhos comerciais, afirma análise, diferentemente da viagem de 2017 que teve acordos estimados em US$ 250 bilhões.
  • Alguns executivos planejam permanecer na China para manter reuniões com autoridades; anúncios de negócios podem surgir nos próximos dias.
  • Já parece ter sido acordado comprar duzentos jatos da Boeing, ainda abaixo das metas anteriores; o avanço na venda do chip de IA H200 da Nvidia permanece incerto. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, comentou apenas que “eu amo a China”.

Pequim e Xangai receberam, nesta semana, uma cúpula de lideranças empresariais dos EUA, com presença de nomes como Elon Musk, da Tesla, e Jensen Huang, da Nvidia. A viagem ocorreu durante visitas oficiais de alto nível, buscando reacender ligações com a China em meio a tensões comerciais e tecnológicas. O objetivo não foi apenas negócio, mas também estabelecer um piso estável para relações bilaterais.

O grupo inclui executivos de Apple, Meta, Boeing, Cargill e Goldman Sachs, entre outros. A comitiva acompanhou o presidente dos EUA, em visita que visa sinalizar compromisso com o mercado chinês mesmo diante de disputas sobre IA, segurança de cadeias e comércio.

A visita ocorreu na sexta-feira, com Trump deixando Pequim ao fim do dia. Alguns executivos permanecerão na China para continuar negociações com autoridades, com anúncios de negócios esperados nos próximos dias.

O que pode ter ficado acordado

Entre os acordos mencionados por Trump, está a possível compra de 200 jatos da Boeing, embora isso seja inferior às 500 aeronaves esperadas e às 300 adquiridas em 2017. A cifra reflete o atual clima de negociações com instruções mais cautelosas.

A China continua a discutir a venda do segundo chip de IA da Nvidia, o H200, liberado pelo governo dos EUA para algumas empresas chinesas. Ainda não houve confirmação de autorização para o produto, com a operadora Nvidia mantendo postura cautelosa.

Jensen Huang chegou à China com a comitiva, após ser incluído na viagem tardiamente. Huang visitou áreas públicas de Pequim, incluindo locais culturais, em meio a contatos com autoridades e potenciais clientes.

Analistas dizem que a cúpula foca mais a construção de um arcabouço para o relacionamento bilateral do que resultados financeiros imediatos. A ideia é evitar escaladas inesperadas nas relações entre EUA e China.

Alguns especialistas ressaltam que Pequim não costuma encarar esse tipo de encontro como mera operação transacional. O objetivo é estabelecer condições estáveis que favoreçam negociações futuras em áreas sensíveis, como IA e tecnologia.

Se a expectativa de ganhos não se materializar plenamente, há risco de que a pressão política de Washington evolua para um estilo de condução mais agressivo. Isso poderia impactar o ritmo de acordos entre as duas nações.

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