- Executivos poderosos dos EUA, incluindo Elon Musk e Jensen Huang, estiveram em Pequim para uma cúpula de liderança, buscando reacender laços comerciais com a China.
- A delegação também contou com representantes de Apple, Meta, Boeing, Cargill e Goldman Sachs, destacando a importância do mercado chinês mesmo em meio a tensões geopolíticas.
- O objetivo da visita foi gerar boa vontade política, não apenas ganhos comerciais, afirma análise, diferentemente da viagem de 2017 que teve acordos estimados em US$ 250 bilhões.
- Alguns executivos planejam permanecer na China para manter reuniões com autoridades; anúncios de negócios podem surgir nos próximos dias.
- Já parece ter sido acordado comprar duzentos jatos da Boeing, ainda abaixo das metas anteriores; o avanço na venda do chip de IA H200 da Nvidia permanece incerto. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, comentou apenas que “eu amo a China”.
Pequim e Xangai receberam, nesta semana, uma cúpula de lideranças empresariais dos EUA, com presença de nomes como Elon Musk, da Tesla, e Jensen Huang, da Nvidia. A viagem ocorreu durante visitas oficiais de alto nível, buscando reacender ligações com a China em meio a tensões comerciais e tecnológicas. O objetivo não foi apenas negócio, mas também estabelecer um piso estável para relações bilaterais.
O grupo inclui executivos de Apple, Meta, Boeing, Cargill e Goldman Sachs, entre outros. A comitiva acompanhou o presidente dos EUA, em visita que visa sinalizar compromisso com o mercado chinês mesmo diante de disputas sobre IA, segurança de cadeias e comércio.
A visita ocorreu na sexta-feira, com Trump deixando Pequim ao fim do dia. Alguns executivos permanecerão na China para continuar negociações com autoridades, com anúncios de negócios esperados nos próximos dias.
O que pode ter ficado acordado
Entre os acordos mencionados por Trump, está a possível compra de 200 jatos da Boeing, embora isso seja inferior às 500 aeronaves esperadas e às 300 adquiridas em 2017. A cifra reflete o atual clima de negociações com instruções mais cautelosas.
A China continua a discutir a venda do segundo chip de IA da Nvidia, o H200, liberado pelo governo dos EUA para algumas empresas chinesas. Ainda não houve confirmação de autorização para o produto, com a operadora Nvidia mantendo postura cautelosa.
Jensen Huang chegou à China com a comitiva, após ser incluído na viagem tardiamente. Huang visitou áreas públicas de Pequim, incluindo locais culturais, em meio a contatos com autoridades e potenciais clientes.
Analistas dizem que a cúpula foca mais a construção de um arcabouço para o relacionamento bilateral do que resultados financeiros imediatos. A ideia é evitar escaladas inesperadas nas relações entre EUA e China.
Alguns especialistas ressaltam que Pequim não costuma encarar esse tipo de encontro como mera operação transacional. O objetivo é estabelecer condições estáveis que favoreçam negociações futuras em áreas sensíveis, como IA e tecnologia.
Se a expectativa de ganhos não se materializar plenamente, há risco de que a pressão política de Washington evolua para um estilo de condução mais agressivo. Isso poderia impactar o ritmo de acordos entre as duas nações.
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